segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Notícias: Intervenção Cruz Vermelha Internacional @ Haiti.


Cruz Vermelha Portuguesa já conta com 
100 mil Euros para o Haiti



Graças à solidariedade dos portugueses, a Cruz Vermelha Portuguesa já conta com 100 mil Euros para as operações humanitárias que estão a ser conduzidas pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho no Haiti.

“A resposta da comunidade ao apelo de donativo para o nosso Fundo de Emergência tem sido extraordinária. Estes fundos angariados estão rapidamente a ser convertidos nos artigos mais urgentes e na ajuda mais necessária.”, declara Luís Barbosa, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa.
A Cruz Vermelha Portuguesa agradece a todos os particulares, empresas, fundações, bancos e entidades que não hesitaram em confiar no trabalho humanitário da Cruz Vermelha, contribuindo, assim, para a sobrevivência das pessoas afectadas pelo devastador terramoto que atingiu o Haiti no passado dia 12.




Actualização sobre as operações



A assistência da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) já começou a chegar ao Haiti.

Várias Unidades de Resposta a Emergência (ERU) estão a chegar com pessoal de várias Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha de todo o mundo.

Um primeiro grupo de especialistas já começou a avaliar os danos causados pelo devastador sismo de magnitude 7.3 que atingiu a capital haitiana na terça-feira passada. Isto assegura que a ajuda chega aos mais vulneráveis e que os recursos disponíveis são utilizados onde possam ser mais úteis.




A primeira resposta: os voluntários da Cruz Vermelha do Haiti



As Unidades de Resposta a Emergência irão prestar o muito necessário apoio ao pessoal e voluntários da Cruz Vermelha do Haiti que têm vindo a assistir a população desde que o sismo os atingiu com os bens de socorro pré-posicionados. 

Entre outras coisas, os membros destas unidades irão estabelecer um hospital de campanha totalmente equipado. Outras Unidades de Resposta a Emergência são especializadas na coordenação de socorro e abrigo, água e saneamento, telecomunicações e saúde. 



Actualmente, as necessidades mais urgentes são a busca e salvamento e os cuidados de saúde de emergência, bem como os abrigos e o acesso a água potável. Milhares de pessoas no Haiti estão actualmente a passar as noites nas ruas de Port-au-Prince sem abrigo e assustadas.





Apelo de Emergência



Na quarta-feira a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou um apelo preliminar de 6.8 milhões de Euros para assistir 100.000 pessoas (20.000 famílias) durante 9 meses. A Cruz Vermelha Portuguesa libertou nesse mesmo dia 25.000 Euros do seu Fundo de Emergência para que desde logo pudessem começar as actividades humanitárias a favor das vítimas do sismo no Haiti. Prevê-se que nos próximos dias este apelo venha a ser revisto.

A Cruz Vermelha estima que poderão ter sido afectadas cerca de 3 milhões de pessoas, o que é equivalente a um terço da população do país.




Serviço de Pesquisa e Localização de familiares no Haiti



Como resultado do sismo que atingiu o Haiti, milhares de pessoas dentre e fora do Haiti perderam contacto com os seus entes queridos. 

O objectivo do site “Ligações Familiares” (www.familylinks.icrc.org) é acelerar o processo de restabelecimento do contacto entre membros da família separados. Ele é gerido pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha, em cooperação com os serviços de pesquisa e localização da Cruz Vermelha do Haiti e das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em todo o mundo.

Neste momento, o site dá a possibilidade de pessoas no Haiti e no estrangeiro de publicar os nomes dos seus familiares com os quais procuram restabelecer o contacto. Progressivamente, irá incorporar informação para dar resposta a esses pedidos. 



in.:rostos.pt

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Notícias: "Ameça de bomba" na Escola Secundária de Vila Verde. Intervenção CVP Amares.


Um telefonema anónimo alertou ontem para explosivos na Escola Secundária de Vila Verde, o que obrigou à evacuação de cerca de mil pessoas, entre alunos, professores e funcionários.
A ameaça não foi real, pelo menos desta vez. Há uns anos, a Escola Secundária de Vila Verde recebeu mesmo um telefonema a alertar para a presença de explosivos.

Ontem, tratou-se de um simulacro com o objectivo de testar o plano de emergência da Escola, envolvendo os vários intervenientes e treinando os procedimentos.
A Equipa de Inactivação de Engenhos Explosivos e Subsolo do Comando Territorial de Braga da GNR acorreu à escola, bem como a delegação de Amares da Cruz Vermelha Portuguesa e os Bombeiros Voluntários de Vila Verde.

As equipas da Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Amares e dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde socorreram as duas vítimas simuladas, personificadas por dois alunos, que foram evacuados de ambulância.
Foi também alertado o Serviço Municipal de Protecção Civil, que se fez representar.
Foi accionado o plano integral de emergência, abrangendo todos os pavilhões, explicou o professor responsável pela área, Manuel Rodrigues, no final do simulacro.

O docente realça o carácter pedagógico da acção. “Os alunos que fazem estes treinos estão preparados para enfrentar qualquer situação fora da escola: no cinema, num estádio de futebol, num concerto de rock, onde é preciso, perante um alerta, ter os mesmos comportamentos que é seguir ordeiramente, em silêncio, nada de atropelos e seguir as orientações dadas pelas equipas de segurança e sinalética existente”.

Há ordens claras dadas aos vários intervenientes e a escola fecha, permitindo apenas a entrada de veículos e forças de intervenção.
Os próprios professores já sabem como agir com a turma perante uma situação de emergência.
O plano de segurança inclui várias fases. A primeira envolve os directores de turma, no início do ano lectivo.

Ao nível da turma, é feito um exercício, de modo aos alunos aprenderem os procedimentos, os cuidados a ter e como se devem comportar.
Ao fim de três ou quatro semanas, é feito uma evacuação da escola, mas só a nível interno, para aferir se todos os passos foram dados.
A partir daí, é feito um treino já com intervenções do exterior.
O simulacro de ontem foi apenas uma amostra. “Numa situação real os meios seriam todos redobrados”, referiu Manuel Rodrigues.

Balanço positivo

“Serviu para vermos o comportamento dos alunos, dos professores, das forças e o conhecimento da área de intervenção, porque a escola tem vários percursos” sublinhou o responsável pelo plano de emergência.
Alguns alunos da disciplina da Área de Projecto do 12.º D colaboraram na preparação do exercício.
Manuel Rodrigues fez um balanço positivo do simulacro de ontem. “O comportamento dos funcionários foi correcto, os alunos também estiveram de uma forma ordeira”, afirmou.
A Escola Secundária de Vila Verde é frequentada por cerca de 1400 alunos.
in.:www.correiodominho.com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Notícias: Como ajudar o Haiti. Fundo de Emergência CVP.

As formas de donativo para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti, são as seguintes:


1. Nas caixas multibanco ou por netbanking, optando por «pagamento de serviços» e marcando entidade 20999 e referência 999 999 999.

2. Efectuando um depósito ou transferência bancária para as contas «CVP - Fundo de
Emergência.»

Millennium BCP- Conta: 45307610691 NIB: 0033 0000 4530 7610691 05

CGD- Conta: 0027082402230 NIB:0035 0027 0008 2402230 53

BPI- Conta: 3631911 000 001 NIB:0010 0000 3631 9110001 74

Santander Totta- Conta: 000314691778020 NIB:0018 0003 1469 1778020 27

BES- Conta: 0001 4968 7394 NIB:0007 0000 00149687394 23

C.E.Montepio Geral- Conta: 087100053716 NIB: 0036 0087 99100053716 51

Barclays - Conta: 117201022464 NIB:0032 0117 00201022464 75

BANIF- Conta: 57/629520 NIB: 0038 0057 00629520771 72

BPN- Conta: 026511345-10-001 NIB: 0079 0000 26511345101 76

Notícias: CICV. Apoia familares das vitimas no Haiti. Pesquisa e Localização

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um site especial para ajudar milhares de pessoas no Haiti e no exterior a encontrar a familiares desaparecidos no devastador terremoto que assolou o país mais pobre das Américas na terça-feira.


O endereço do site é www.icrc.org/familylinks (em inglês) e, explicou Robert Zimmerman, vice-diretor da Agência Central de Busca do CICV, o objetivo é "acelerar o processo de tomada de contato entre os membros de uma família que ficaram separados".

Neste momento, a página permite que cidadãos no Haiti e fora do país registrem os nomes de seus parentes com os quais quer entrar em contato, e depois serão adicionadas as respostas a essas buscas.

Enquanto isso, um avião com 11 membros do CICV, entre eles dois especialistas em buscas, decolou de Genebra e deve aterrissar em Porto Príncipe ainda hoje.

Ontem à noite, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) fez um pedido de fundos no valor de 10 milhões de francos suíços (6,8 milhões de euros) para prestar assistência emergencial a 5 mil famílias atingidas pelo tremor.

O terremoto afetou especialmente as cidades de Porto Príncipe, Carrefour e Jacmel, situadas na província Oeste e com uma população estimada de 2,2 milhões de pessoas.

Além disso, uma equipe de intervenção e salvamento suíço enviado na quarta-feira em direção ao Haiti chegou à vizinha República Dominicana, de onde se dirige por estrada ao país devastado pelo terremoto.

in.:www.noticias.uol.com.br

Fotos: Haiti...! ALI MORRE-SE!








PRECISAM DE NÓS!
VAMOS ?!?


fotos retiradas de http://noticias.uol.com.br/

Notícias: Sismo no Haiti. Ajuda da CVP. II


Com a proposição “Ajude o Haiti, agora!”, a Cruz Vermelha Portuguesa, no quadro do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, vem apelar à Comunidade portuguesa para apoiar as vítimas do terramoto no Haiti.

Segundo Luís Barbosa, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, “É muito importante que a ajuda humanitária chegue nos primeiros dias após este tipo de catástrofe. Quanto mais depressa a ajuda chegar, mais vidas se podem salvar.”

Os voluntários da Cruz Vermelha estão no terreno a assistir os feridos e a apoiar os hospitais que não têm capacidade para lidar com esta emergência.

As necessidades mais urgentes, até ao momento, são salvamento e resgate, hospitais de campanha, cuidados de saúde de emergência, purificação de água, abrigos de emergência, logística e comunicações.

A Cruz Vermelha do Haiti dispõe de stocks para assistir 3.000 famílias, incluindo stocks para 500 famílias em Port-au-Prince. Estes artigos de emergência consistem em utensílios de cozinha, kits de higiene pessoal, cobertores e contentores para armazenar água.

A Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho mobilizou uma equipa especializada em resposta a desastres, saúde em emergência e logística que deverá chegar ao Haiti ainda hoje ao final do dia para apoiar a Cruz Vermelha do Haiti e coordenar a assistência dos organismos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.


in.:DESTAK

Notícias: Sismo no Haiti. Ajuda da CVP.


Cruz Vermelha Portuguesa envia 25 mil euros para ajudar vítimas e lança campanha

13 | 01 | 2010 20.42H

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai enviar para o Haiti 25 mil euros do seu Fundo de Emergência para ajudar as vítimas do violento sismo de terça-feira e lançou uma campanha para a recolha de mais donativos.

"A Cruz Vermelha Portuguesa vai enviar imediatamente 25 mil euros do seu Fundo de Emergência como primeiro passo para suportar o enorme esforço de socorro que se está a organizar. No entanto, a colossal dimensão deste desastre demonstra que muito mais vai ser necessário", afirma a instituição, em comunicado.

Por isso mesmo, a CVP apela à comunidade portuguesa para que apoie as vítimas do sismo sob o lema "Ajude o Haiti, agora!".

"É muito importante que a ajuda humanitária chegue nos primeiros dias após este tipo de catástrofe. Quanto mais depressa a ajuda chegar, mais vidas se podem salvar", afirma Luís Barbosa, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

Um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter abalou terça-feira - às 16:53 locais, 21:53 de Lisboa - a ilha de Santo Domingo, ou Hispaniola, partilhada pelo Haiti e pela República Dominicana, fazendo ruir vários edifícios públicos, incluindo o Palácio Nacional, que acolhe a presidência do Haiti.

O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse hoje à cadeia de televisão norte-americana CNN temer que o forte sismo que atingiu terçca-feira o seu país possa ter provocado "bastante mais de 100 000 mortos".

Os donativos para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti - podem ser realizados nas caixas multibanco ou através de 'netbanking', na opção 'pagamento de serviços', marcando 20999 na entidade e 999 999 999 na referência.

Poderá ainda ser feito um depósito ou transferência bancária para as contas CVP - Fundo de Emergência, disponíveis em nove instituições bancárias ou através de um cheque ou vale postal pagável à CVP - Fundo de Emergência, Departamento Financeiro da Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa (Jardim 09 de Abril, n.º1 a 5, 1249-083, Lisboa).

in:destak

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Internacional: Sismo no Haiti. Intervenção CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL.


Genebra, 13 Jan (Lusa) - O sismo ocorrido terça-feira no Haiti afectou cerca de três milhões de pessoas, segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha, desconhecendo-se o número de vítimas mortais.

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Lusa/Fim



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GENEBRA — O terremoto que afetou o Haiti na terça-feira requer uma operação de ajuda internacional em massa, afirmou à AFP um porta-voz da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV), que prepara uma intervenção coordenada com o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).

A FICV realizou nesta quarta-feira uma reunião de crise em sua sede de Genebra, afirmou o porta-voz, Jean-Luc Martinage.

"Reservas de urgência estão armazenadas no Haiti e permitem ajudar 3.000 famílias durante três a quatro dias, mas teremos que levar rapidamente o material de socorro de nosso centro regional de reação para as catástrofes, o PADRO, com sede no Panamá", afirmou.

Seis funcionários da FICV, entre eles o delegado regional, uma especialista em logística e dois responsáveis por saúde e socorro de primeira necessidade, devem chegar ao Haiti, procedentes do Panamá, durante a manhã se o aeroporto de Porto Príncipe estiver aberto.

O CICV se coordena com a FICV no Movimento da Cruz Vermelha.

Os nove representantes no país do CICV estão sãos e salvos, mas a organização ainda não conseguiu fazer um balanço sobre a situação dos funcionários.

AFP


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13-01-2010 Comunicado de imprensa 10/05

Haiti: CICV se junta ao esforço da Cruz Vermelha para ajudar vítimas do terremoto
Genebra (CICV) - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) se juntou a seus parceiros da Cruz Vermelha para apoiar as vítimas do terremoto do Haiti. A organização está mobilizando recursos e pessoal para reagir à catástrofe.

"Em meio ao choro e lamentações, as pessoas estão passando a noite fora", disse hoje cedo o chefe da delegação do CICV no Haiti, Riccardo Conti. "As pessoas estão tentando consolar umas às outras. O que você ouve nas ruas são as orações de agradecimento dos que sobreviveram."

"Nossa capacidade de ajudar depende muito da situação em Porto Príncipe," continuou o sr. Conti. "É extremamente difícil se deslocar na cidade para avaliar as necessidades. O certo é que o terremoto teve um enorme impacto sobre a população que já sofre de outras catástrofes recentes."

O CICV está contribuindo com os esforços de socorro da Cruz Vermelha Internacional e do Crescente Vermelho, tanto em Porto Príncipe como na sua base regional no Panamá. Os estoques de produtos não-alimentares estão sendo disponibilizados para dez mil famílias, e os funcionários adicionais se organizarão o mais rápido possível. Todas as atividades do CICV são realizadas em estreita colaboração com seus parceiros da Cruz Vermelha, especialmente com a Cruz Vermelha Haitiana.

O CICV planeja focar na prestação de assistência médica aos sobreviventes do terremoto e apoiar os esforços para encontrar e identificar os mortos. A organização também irá apoiar os esforços da Cruz Vermelha para restabelecer os contatos entre os membros de famílias separadas por causa do terremoto e das suas consequências. Finalmente, a organização planeja avaliar as necessidades dos presídios onde tem visitado regularmente os detidos.

Os nove colaboradores estrangeiros do CICV da capital Porto Príncipe estão sãos e salvos, mas o paradeiro de todos os 59 colaboradores locais ainda não foi esclarecido.
O CICV trabalha no Haiti desde 1994. A organização se concentra na melhoria do acesso à água e do saneamento em favelas propensas à violência em Porto Príncipe, visitas aos detidos e apoio à capacidade da Cruz Vermelha Haitiana.

in.:ICRC

Reflexões: Olhar uma urgência hospitalar a partir de uma maca

É um mundo estranho, o das urgências hospitalares. Idealmente estas seriam estruturas de resposta rápida, confortáveis, acolhedoras. Todos nós sabemos que a realidade se traça com tons carregados. Um pouco por todo o país.
Abro a porta do carro mesmo em frente à entrada principal do Hospital de S. Marcos numa destas noites frias e sinto dificuldade em passar por entre o aglomerado de pessoas que insiste em permanecer cá fora. Percebo de imediato porquê. Lá dentro não há mais espaço. A sala de espera está apinhada de gente. De doentes e de familiares; de pessoas com máscara e de outras com ar pálido. O serviço de triagem é rápido, mas aquilo que me espera do outro lado da porta é uma visão ainda mais intranquila. Há camas por todo o lado. Há pessoas sentadas em todas as cadeiras. A prioridade que me atribuem é alta, o que me subtrai tempo de espera. À porta de um dos consultórios, dois médicos trocam impressões sobre os doentes. Não há espaço para fazer isso noutro lugar.
Entro em diferentes salas para exames pontuais. Percebe-se que há uma preocupação em agilizar o trabalho. Nos minutos que fico de pé no corredor, socorro-me de uma maca, onde está deitado um doente, para me amparar um pouco. Outros pacientes fazem o mesmo. O médico que consulto acumula bastante experiência e, noto, um significativo cansaço. Olho à volta e sinto que não há muito mais a fazer para melhorar o atendimento naquele espaço tão exíguo. Mas os doentes continuam ali. Quase todos evidenciando grande aflição. É, de facto, premente fazer uma aposta inequívoca na saúde. Quem entra num hospital público, sente, por norma, que o serviço não serve as necessidades dos utentes. Poderia esta ser uma carência irrelevante, se não estivéssemos a falar da vida de cada um de nós.
Após uns largos minutos sentada num desconfortável banco, com o braço preso a uma garrafa de soro pendurada em equilíbrio precário num tripé de ferro, arranjam-me uma maca. Passo a olhar o corredor da urgência a partir de uma cama. Nunca tinha estado ali, assim. Vou olhando devagar o corrupio da Urgência. Com a minha cama encostada a um armário de arrumação de cobertores, eu lá me ia sentindo deslizar conforme as necessidades de roupa dos outros utentes e a disponibilidade dos auxiliares de acção médica para dar essa ajuda. Por uma vez, a cama movimenta-se com alguma impetuosidade para abrir espaço a uma outra maca que passa subitamente da ambulância do INEM estacionada na rua para a sala de reanimação situada à minha cabeceira. Sinto vários passos apressados em direcção a esse espaço. Não posso virar completamente a cabeça, mas percebo que se trata de um caso grave. A porta fechar-se-á com vigor segundos depois.
Impressiona acompanhar os movimentos daqueles corredores do alto de uma maca. Os médicos que caminham apressadamente de uma sala para a outra; os familiares dos doentes de olhos parados que sustentam com dificuldade as lágrimas; os doentes que se contorcem dolorosamente nas camas… No meio deste estranho ambiente, alcanço dois agentes da autoridade que vão chamando em voz baixa por um nome. Ninguém responde àquela chamada.
Viro a minha cara em direcção a uma sala donde saem pessoas que tiveram alta hospital. Agarrado a uma gasta bengala, um idoso arrasta-se com uma receita médica na mão. Parece estar sozinho. Sigo-o vagarosamente ao longo daquele corredor e perco-o de vista quando ele vira uma esquina em direcção à porta de saída. Passa da meia-noite. Será que aqueles previsíveis 80 anos correspondem a uma pessoa só naquela noite fria? Encostadas à minha maca, duas mulheres falam de uma familiar que ficará internada. À espera de uma intervenção cirúrgica. Uma delas chora. A outra já não. São vidas pesadas estas que se movimentam à minha frente.
É já muito tarde, quando ultrapasso a porta principal da Urgência do S. Marcos, com um quadro clínico estável. Tinha sido bem tratada, mas, naquela noite fria de Inverno, a temperatura gélida do exterior era, àquela hora, uma confortante almofada de bem-estar.

in.:http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=1182

domingo, 10 de janeiro de 2010

Notícias: Aconteceu... Concerto de tributos. Organização CVP Cadaval

Evento Cultural temático – “Concerto de Tributos” - Delegação do Cadaval da Cruz Vermelha Portuguesa

A Delegação do Cadaval da Cruz Vermelha Portuguesa organizou um evento cultural temático, que visou a angariação de fundos para aquisição de uma ambulância e implementação do projecto “Centro de Atendimento Social em Saúde”, no qual serão proporcionados serviços de saúde a preços mais acessíveis.



in.:www.webrlo.litoraloeste.net

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CVP em acção: Acidente EN 366, Aveiras. Intervenção CVP Aveiras de Cima.



Um jovem de 22 anos, residente nos Casais da Lapa, concelho do Cartaxo, morreu este sábado à noite na sequência de um despiste do veículo ligeiro onde seguia sozinho.

O acidente aconteceu pouco depois das 20h00 na Estrada Nacional 366, à entrada da freguesia de Aveiras de Baixo, concelho de Azambuja, segundo informações do comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja, Pedro Cardoso.

O carro onde seguia o jovem acabou por embater num outro veículo que seguia em sentido contrário. O condutor e único ocupante da outra viatura, que sofreu fracturas expostas, foi transportado ao Hospital Distrital de Santarém.

O jovem, que acabou por morrer, ainda foi assistido na viatura dos bombeiros de Azambuja, mas acabou por falecer no local.

No local do acidente estiveram Bombeiros Voluntários de Azambuja, Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Aveiras de Cima, uma viatura médica de emergência e reanimação de Santarém e um helicóptero do INEM.

o mirante

Notícias: Emergência Social? Ligue 144. Equipa de Rua CVP Braga faz 1 ano.

Acorrem a situações de violência doméstica, crianças em risco, desalojados e outras emergências sociais em todo o distrito de Braga. São a ajuda de quem liga para o n.º 144 - Linha Nacional de Emergência Social (LNES), a qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano.


(FOTO PROPRIEDADE DO BLOG CVP-EMERGENCIA.
NÃO PODE SER UTILIZADA SEM AUTORIZAÇÃO)

Marco Silva, Nuno Rodrigues e Carlos Costa constituem, juntamente com uma coordenadora, a equipa da delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) que, no terreno dá resposta à Linha Nacional de Emergência Social.
Fez um ano em Novembro que a delegação de Braga da CVP assumiu o serviço.

Violência doméstica, idosos, crianças e jovens em risco, desalojados/sem-abrigo e tráfico humano são as áreas tipificadas de intervenção, mas pode haver outras circunstâncias que configurem uma emergência social.
Nuno Rodrigues explica que a equipa presta apoio a quem, por qualquer motivo, se vê impossibilitado de satisfazer as suas necessidades mais básicas e/ou estão em perigo.

Vinte e quatro horas por dia

É assim 24 horas por dia, sendo que a maior parte das situações surge depois das 23h00 e também aos fins-de-semana, fora do horário de expediente da Segurança Social.
Já são mais de uma centena as emergências a que a equipa distrital de Braga já deu resposta.
O maior número de pedidos de ajuda está relacionado com violência doméstica e com desalojados, aponta Marco Silva, assistente social de profissão.

Guimarães, Barcelos e Braga têm sido, até agora os concelhos com mais solicitações, mas a equipa percorre todo o distrito.
A equipa central de Emergência Social, ligada à Segurança Social, recebe os pedidos e faz a triagem, antes de encaminhar para as equipas, uma por cada distrito, todas asseguradas pela Cruz Vermelha Portuguesa.

O primeiro passo é sempre ir ao local para confirmar o diagnóstico de emergência social.
Mediante a situação encontrada, é preciso encontrar a melhor resposta, refere Nuno Rodri-gues.
No momento, quase sempre de noite, as vítimas ficam a cargo da Cruz Vermelha, sendo encaminhadas, no dia seguinte, para os serviços locais da Segurança Social.

Há situações como as de violência doméstica ou de crianças em risco em que se impõe uma resposta de protecção imediata.
“A vítima tem que sentir que as coisas estão a acontecer” explica Carlos Costa, o único elemento da equipa que é psicólogo.

Neste contexto, há que “fazer pressão, pela positiva, para acelerar o processo” afirma Marco Silva.
Por outro lado, é preciso estabelecer laços de confiança. “O primeiro momento é importante para as pessoas confiarem no serviço” realça Carlos Costa.
“As pessoas depositam em nós toda a confiança e responsabilidade” acrescenta Marco Silva.
Por isso, tem de haver sempre resposta, mesmo fora dos horários de expediente, aponta o psicólogo.

Setenta e duas horas é o prazo máximo estipulado para resolver a situação, indica Nuno Rodrigues que destaca a “solidariedade inter-institucional que se estabelece em nome do interesse das vítimas”, apontando a colaboração dos serviços locais da Segurança Social e dos parceiros directos como as forças policiais.

Às vezes, há emergências em simultâneo. A equipa ainda está no terreno a decidir a melhor actuação numa determinada situação e recebe outra chamada, refere Nuno Rodrigues.
Nem sempre a equipa consegue seguir os casos. Também há situações em que a equipa se cruza com as mesmas vítimas, como a violência doméstica, em que a reincidência faz parte da dinâmica desta problemática.

in.:www.correiodominho.com

sábado, 2 de janeiro de 2010

CVP em acção: Passagem de ano 2009/2010 em Lisboa. Apoio COE, CVP Montijo e CVP Carregado


TODAS AS FOTOS SÃO PROPRIEDADE DO BLOG:
WWW.CVP-EMERGENCIA.BLOGSPOT.COM !!!














TODAS AS FOTOS SÃO PROPRIEDADE DO BLOG:
WWW.CVP-EMERGENCIA.BLOGSPOT.COM !!!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CVP em acção: Mau tempo na zona Oeste. Intervenção CVP Aveiras de Cima. II

Sete das nove freguesias de Azambuja estiveram sem electricidade

(fotos retiradas do blog: http://cvpaveirasdecima.blogspot.com)
(fotos retiradas do blog: http://cvpaveirasdecima.blogspot.com)


O concelho de Azambuja foi atingido pelo mau tempo que se abateu na madrugada de 23 de Dezembro. Sete das nove freguesias (Aveiras de Cima, Aveiras de Baixo, Manique do Intendente, Maçussa, Vale do Paraíso, Alcoentre e Vila de Nova de S. Pedro) ficaram temporariamente sem electricidade e as outras duas com energia limitada. A EDP e a REN estiveram no terreno a tentar solucionar o problema.
Além de queda de árvores e de postes de alta e média tensão, a maior parte na freguesia de Alcoentre alto do concelho – onde houve um mini-tornado - várias estradas estiveram cortadas devido à queda de árvores mas a situação foi normalizada no mesmo dia ao nível das vias de comunicação.
Serviços da Protecção Civil Municipal de Azambuja, Corporações de Bombeiros,
Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Aveiras de Cima e muitos particulares juntaram-se voluntariamente e estiveram no terreno a partir das quatro horas da manhã.
Há a registar ainda danos em algumas casas particulares com a destruição de alguns telhados, no entanto não há a necessidade de realojar nenhum munícipe. O balanço foi feito pelo presidente da Câmara Municial de Azambuja, Joaquim Ramos.
O vice-presidente da Câmara de Azambuja, Luís de Sousa, garantiu a
O MIRANTE que só na manhã de terça-feira a electricidade foi retomada em Casais das Boiças, Alcoentre, a última situação a ser resolvida.

in.:o mirante

Notícias: CVP Carapinheira irá ter nova ambulância.

NOVA AMBULÂNCIA PARA CVP CARAPINHEIRA


A Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local da Carapinheira realizou o já tradicional jantar de Natal, no dia 18 de Dezembro. O momento de festa e confraternização teve um especial significado; com o apoio da Câmara Municipal, a instituição vai adquirir uma nova ambulância.

Destacando “a sensibilidade e preocupação social desde sempre demonstradas pelo Presidente da Câmara”, o presidente da Cruz Vermelha da Carapinheira, Paulo Góis, avançou que “com apoio da autarquia montemorense, em Janeiro, vamos ter uma nova ambulância”.
Com um corpo de 35 voluntários a prestar serviço na escala, o dirigente sublinhou que “devido aos nossos serviços serem cada vez mais solicitados, este equipamento vem dar uma ajuda preciosa”.
Para 2010, Paulo Góis manifestou a vontade de que “a instituição continue a apostar na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população”.

Assim, a par de estar a ser pensado a abertura de um novo curso de formação, o dirigente referiu que “para Fevereiro, está já agendado um curso de reciclagem para os actuais voluntários”.
No jantar convívio da família da Cruz Vermelha da Carapinheira e que contou também com a presença da vereadora Isabel Quinteiro; o presidente da Câmara, Luís Leal, enalteceu “o processo de revitalização que a instituição”, manifestando o desejo de que “o novo equipamento possa vir a contribuir para o cumprimento de uma missão com qualidade e proximidade na ajuda aos que mais necessitam”.
Recorde-se que a delegação da Carapinheira da Cruz Vermelha Portuguesa foi fundada em 1993.

REPORTAGEM: 10º Aniversário da Delegação Local de Alenquer/Carregado

Delegação Local Alenquer, Unidade de Emergência do Carregado celebra 10 anos.

No dia 30 de Dezembro comemorou-se o 1oº aniversário da Delegação Local da Cruz Vermelha Portuguesa de Alenquer / Carregado. A comemoração juntou voluntários da Unidade de Emergência, direcção da Delegação Local, elementos da Junta de Freguesia do Carregado, da Câmara Municipal de Alenquer, o comandante dos bombeiros voluntários de Alenquer, Comandante Operacional Municipal de Protecção Civil de Alenquer, elementos convidados de outras Delegações Locais e do Gabinete de Planeamento e Coordenação. No decurso do jantar os voluntários foram presenteados com palavras de agradecimento da direcção e do coordenador de emergência. Foram distribuidos, em estilo de presente, a todos os voluntários, os novos fardamentos em vigor na CVP, tendo sido também apresentado igualmente o blog oficial da Unidade de Emergência:
www.cvp-ue-carregado.blogspot.com

No final do jantar, os voluntários foram surpreendidos com mais uma surpresa: Uma ambulância de transporte múltiplo (tipo A2), trazida para o local do jantar, para ser apresentada e inaugurada nesse dia. Conseguida através do esforço e do trabalho de todos aqueles que diariamente prestam serviço na Unidade de Emergência. Também foi inaugurada uma Viatura de Coordenação e Comando, restaurada, e equipada integralmente às custas de voluntários e beneméritos.

Ficam algumas fotos daquilo que foi o 10º aniversário da Delegação Local da Cruz Vermelha Portuguesa de Alenquer / Carregado.


















TODAS AS FOTOS SÃO PROPRIEDADE DO BLOG:
WWW.CVP-EMERGENCIA.BLOGSPOT.COM !!!



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

CVP em acção: Queda ao Rio Mondego. Intervenção CVP.



Uma mulher que aparentava ter entre 70 a 80 anos foi ontem à tarde resgatada inconsciente do Rio Mondego, junto à Estação Nova, por uma equipa de mergulhadores dos Bombeiros Sapadores de Coimbra.


O alerta aos bombeiros ocorreu às 14h10 e dava conta de um corpo a flutuar no Rio Mondego.

Os bombeiros referiram que a mulher não trazia qualquer documento, desconhecendo-se a sua proveniência. Aparentemente, não apresentava sinais de violência, segundo a mesma fonte.

O INEM disse que a mulher, que aparentava ter mais de 70 anos, caiu ou ter-se-á atirado ao rio, desconhecendo-se as circunstâncias exactas como tudo aconteceu. De acordo com a mesma fonte, a médica presente no local conseguiu recuperar o pulso da mulher que foi transportada aos Hospitais da Universidade de Coimbra com prognóstico considerado muito reservado.

Segundo o Gabinete de Comunicação dos HUC a mulher encontrava-se ontem à tarde na sala de emergência médica com prognóstico reservado.

Os Sapadores compareceram com seis elementos (três dos quais da equipa de mergulho) e três viaturas e os Voluntários com três elementos e uma viatura. Ao local deslocou-se ainda uma ambulância da Cruz Vermelha Portuguesa com três elementos e a Viatura Médica de Emergência (VMER).

in.:www.diariocoimbra.pt

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Reportagem: A História da Cruz Vermelha em Ponta Delgada.

História e Património: Sérgio Rezendes: A Delegação da Cruz Vermelha em Ponta Delgada: o dever de memória aos pobres e indigentes

28 Dezembro 2009 [Cultura]

Falar sobre os primórdios da Delegação da Cruz Vermelha em Ponta Delgada, será abordar uma época difícil de imaginar para os contemporâneos: não existiam Centros de Saúde; as pharmácias eram escassas e tecnicamente longe da actualidade. Hospitais, apenas os das Misericórdias (muito limitados em termos técnicos, humanos e mesmo científicos) para centenas de milhares de pessoas cujos hábitos de higiene e limpeza eram uma utopia. Desta realidade, a que se deverá juntar a falta de vacinação (estava-se a dar os primeiros passos) entre inúmeros outros aspectos, facilmente se poderá constatar a “passagem” rotineira de pestes e epidemias por estas ilhas, independentemente da sua natureza. Contudo, falar desta delegação será ter que falar obrigatoriamente da maior e mais antiga Organização Não Governamental do planeta, nascida no campo de batalha e com um grito de alerta à profunda desumanização que em meados do século XIX caracterizavam uma Sociedade Ocidental em convulsão.

A Cruz Vermelha: o movimento internacional

As origens do Movimento remontam a 1859, quando o suíço Henry Dunant assistiu à sangrenta Batalha de Solferino e rapidamente reuniu as mulheres das aldeias mais próximas para que prestassem auxílio humanitário às vítimas do combate1. Após publicar a sua “Recordação de Solferino” em 1862, Henry Dunant propôs algumas soluções políticas e lançou o repto para a criação de sociedades nacionais de auxílio humanitário, chamando a atenção da necessidade de serem respeitadas em tempo de guerra um conjunto mínimo de regras, uma delas o apoio aos próprios soldados.
Em resposta ao convite do Comité Internacional de Socorros a Feridos, futuro Comité Internacional da Cruz Vermelha, especialistas de 16 países reuniram-se em 1863 para adoptar as dez resoluções que formaram a Carta da Cruz Vermelha. Ficaram definidas as funções e os métodos de trabalho para socorro a feridos, assim como o seu símbolo. A Conferência Diplomática de 1864 daria lugar ao nascimento do Direito Internacional Humanitário, concertado na I Convenção de Genebra. As instalações médicas militares, os veículos e o pessoal sanitário deviam ser considerados neutros e deste modo protegidos. Este primeiro convénio foi-se adaptando às diferentes circunstâncias que as novas formas de combate iam impondo até chegar à última Convenção de Genebra em 1949.

O caso Português

Em 26 de Maio de 1868 foi criada a pedido de vários notáveis, a Comissão portuguesa de Socorros a Feridos e Doentes Militares em Tempo de Guerra, pelo Ministério dos Negócios da Guerra, seguindo o «Comité International de Secours pour les Militaires Blésses», à semelhança do que sucedia em vários países europeus. Contudo, a sua actividade remonta a 1865 sob a forma de uma comissão provisória. Como consequência do falecimento dos elementos da comissão fundadora e da apatia que se gerou, o projecto renasce já em 1887 sob os auspícios dos Ministérios da Guerra, Marinha e do Ultramar, com a designação de Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha. Com sede em Lisboa, tem como missão o socorro a militares feridos e doentes em tempo de guerra, sem distinção de culto, nacionalidade ou ideais políticos. Conforme previsto pelo Congresso de Genebra, deveria juntar-se à acção dos serviços militares de saúde das sociedades similares quando em contexto bélico. O seu símbolo: igual para todas, pelo que passaria a constar nas Instruções para exercícios de quadros do Exército, nas suas formações sanitárias.
Contudo, em tempo de paz teria uma missão diferente fora da esfera militar. Desde a sua fundação em Portugal que é planeada a abertura de delegações em Lisboa e Porto, assim como nas sedes de concelhos2. Para além do combate à extrema miséria que se vivia no país, deveria em situações de calamidade pública promover à organização de socorros. Numa época em que as Sociedades da Cruz Vermelha florescem em todos os países evoluídos da Europa, excedendo as expectativas, a Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha organiza e executa todo o serviço sanitário da expedição militar enviada a Moçambique em 1891, sendo louvada por EI-Rei D. Carlos. No contexto da sua missão, fica claro o facto dos voluntários correrem os mesmos riscos que os militares.
Do contexto filantrópico de inícios do século XX resultaria a II Convenção de Genebra (1906) reconhecendo os princípios sagrados da protecção contra o saque e maus-tratos; cuidados e tratamentos indiferenciados; respeito pelos mortos e cuidados para com a sua inumação, assim como a obrigatoriedade de identificação e guarda dos objectos pessoais. Equipara-se já, sob determinadas condições o pessoal das sociedades de socorros ao pessoal sanitário militar e restringe-se quando possível, o desvio de material e estabelecimentos sanitários para outros fins. Em guerra deveria-se adoptar sempre providências tendentes a suavizar os sofrimentos dos feridos em combate e proteger os inválidos, mulheres e crianças ainda em território inimigo, contra os males e desgraças. Todos os seus actos deveriam estar subordinados à caridade, não distinguindo amigos, inimigos e indiferentes entre os que sofrem, acudindo a todos com igual amor e solicitude.
Esta instituição deveria corresponder-se regularmente com o Comité International de Seccours aux Militares Blésses e usar de todos os meios possíveis para aumentar a sua receita e abastecer os seus depósitos. Com a incumbência de propagandear os seus princípios humanitários em conferências públicas, tornava-se igualmente responsável pelo ensino de primeiros socorros, não só a enfermeiros para serviço de campanha, como a agentes de polícia, bombeiros e marítimos.
A jovem República Portuguesa encarou a ratificação da II Convenção de Genebra em 1911 como um compromisso internacional e a CVP como uma forma de reforço do prestígio nacional. Em 1912 a bandeira e braçal da Convenção de Genebra são considerados insígnias militares, exclusivas dos serviços militares de saúde de terra e mar e da Sociedade. O pessoal das ambulâncias, hospitais e formações sanitárias da Sociedade Portuguesa da CV é equiparado aos militares do Serviço de Saúde milicianos em tempo de guerra e regular-se-iam em concordância com os estatutos do serviço de saúde em campanha, exercendo a sua missão onde superiormente o Ministro da Guerra determinasse.

O caso açoriano e a delegação de Ponta Delgada

Com a requisição das embarcações alemãs surtas nos portos de Ponta Delgada e Horta, em Fevereiro de 1916, e perante a subsequente declaração de guerra a Portugal, iniciou-se a concentração dos súbditos alemães nas três grandes ilhas açorianas. Considerados prisioneiros de guerra, acabariam por serem reunidos em um único depósito na ilha Terceira, em Agosto de 19163.
Em 17 de Abril desse ano (ainda antes da ordem de reunião), seria oficialmente reconhecida a Comissão Portuguesa de Prisioneiros de Guerra, tutelada pela Comissão Central da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha. Perante a sua recolha, em S. Miguel e Terceira foram nomeados representantes para assegurar a correspondência postal entre as famílias desunidas; acompanhar a execução das resoluções da Conferência Internacional de Washington de 1912 e identificar os concentrados junto da comunidade internacional na procura de familiares. Ao nível popular, uma subscrição pública com ramificações na diáspora mostra-nos a quão caridosa era a sociedade da época para com a Cruz Vermelha Portuguesa.
No que concerne aos seus Postos de Socorros, este espírito benemérito e espontâneo, aliado a uma vontade de auxiliar e desenvolver estruturas até então inexistentes levaram à abertura de uma delegação em Angra do Heroísmo (1917) e em meados de 1918, na cidade de Ponta Delgada. Seria o resultado da vontade de um grupo de notáveis da terra4 em auxiliar na luta contra a pobreza, a que se deverá aliar uma mentalidade sanitária paupérrima em grande parte responsável por inúmeras calamidades públicas que afligiam rotineiramente a população.
A primeira reunião da Direcção da Delegação de Ponta Delgada da Cruz Vermelha, realizou-se no dia 21 de Junho de 1918, às 21 horas no Club Michaelense. Presidida pelo Dr. Luís de Bettencourt de Medeiros e Câmara, congregou cidadãos civis e militares. À procura de uma sede física, esta 1ª direcção preocupa-se com a aquisição de sócios, donativos e material hospitalar. Em pleno final da I Guerra Mundial, o perigo de uma futura requisição militar acabaria por favorecer a cedência da casa da Condessa da Silva para Posto de Socorros da Cruz Vermelha naquela cidade. Recebida a 15 de Setembro, de imediato seria solicitado ao General Simas Machado, o Alto-comissário da República nos Açores, a necessária ajuda militar para as obras de beneficiação. Os militares destacados para as obras acabariam por dar entrada não como operários mas sim como doentes por se encontrar saturadíssimo o Hospital da Misericórdia de Ponta Delgada. Estava-se em plena expansão da gripe pneumónica “espanhola” (actualmente conhecida por H1N1) nos Açores. O posto de socorros da Cruz Vermelha em Ponta Delgada, com condições incipientes, transforma-se em enfermaria militar, chegando mesmo a receber alguns pacientes civis5. Como um azar nunca vem só, em pleno contexto da epidemia desenrola-se a poucas horas de Ponta Delgada o heróico combate naval entre o caça minas Augusto de Castilho e o submarino alemão U. 139, pela defesa do paquete S. Miguel, a navegar rumo a esta cidade com 206 passageiros civis. Também no apoio aos sobreviventes a delegação desta cidade teria uma palavra a dizer.
Uma vez terminada a Grande Guerra, a temível “espanhola” e “desinfectado” o edifício, a 31 de Maio de 1919 fez-se a abertura oficial do Posto de Socorros aos pobres e indigentes (e não aos ricos, como várias vezes seria referido), com médico e enfermeiro e algum escasso mobiliário. Contudo a sua acção não se faria sentir apenas ao entrar da porta. Testa-o um telegrama recebido cerca de um ano depois: (...) Peço encarecidamente alguns socorros epidemia San Jorge (...)6. Nova peste grassava naquela ilha, tendo a delegação da Cruz Vermelha Portuguesa em Ponta Delgada prestado apoio financeiro em virtude das escassas comunicações. As diligências tomadas permitiram o auxílio a mais de 1000 pessoas. Em idêntica situação encontrava-se a ilha das Flores, à qual por falta de transporte, nenhum apoio foi possível prestar. Outros exemplos em contextos de calamidade pública serão o sismo do Faial de 1926, o grave acidente no Pisão em 1922 e no isolamento de famílias contaminadas com varíola em 1921.
Nesse ano, a casa que albergava o Posto de Socorros seria entregue por solicitação do seu proprietário e a sua direcção, por motivos desconhecidos, extingue-se provavelmente em 1924/25. Em 1927 renasceria por intermédio de uma comissão de militares e civis, e em finais do mês de Julho de 1930 assumiria o actual Posto de Socorros situado na Rua do Melo. Iniciava-se uma nova fase de trabalho voluntário, agora com muitos médicos notáveis da terra, em prol dos chamados “pobres da Cruz Vermelha”.
O registo de consultas entre 1928 e 1931 confirma o atendimento a 1230 pessoas com diferentes patologias. As principais doenças identificadas nesta fase e até inícios de 1940 são actualmente características dos países ditos de 3° mundo. É possível identificar patologias de medicina geral e de cirurgia, o que realça a conjugação ao tempo do médico, simultaneamente cirurgião. Temos a predominância de doenças relacionadas com os hábitos de higiene e limpeza, como por exemplo, a Sífilis, os Vermes ou a Enterite. Doenças como a Anemia, Astenia e Abcesso são demonstrativas de uma sociedade mal nutrida, relacionando-se neste caso em especial, os cuidados perinatais no que concerne ao género feminino.
Da sua actividade regular até 1948, poderão relevar-se os seguintes serviços: consultas médicas, vacinação, tratamentos diversos e transporte de feridos e doentes. Tem um importante papel no que diz respeito à vacinação e na medicina aplicada, especificamente ao sexo feminino. Em 1937 seria criado um serviço clínico de Assistência Maternal, desde gestante até recém-nascido, assim como de serviço social à família. Em 1940, o especialista em doenças infantis, Dr. Ernesto Macedo, iniciaria um serviço específico de consulta a crianças pobres.
Durante a II Guerra Mundial, a delegação da Cruz Vermelha em Ponta Delgada manteria a sua actividade normal, assistindo a cerca 43.000 situações indigentes entre 1939 e 1943. Da sua acção destaca-se o apoio a náufragos, difusão dos estatutos e tratamento a dar a prisioneiros de guerra; procura de familiares e soldados nas áreas ocupadas e apoio às solicitações internacionais para os prisioneiros em campos de concentração. É bastante provável que estivessem também preparados para apoio à população civil na eventualidade da guerra chegar aos Açores. Para além dos serviços já referidos, alargaria a sua área a um conjunto de tratamentos gratuitos, dos quais se destacam pequenas operações, extracção de dentes, especialidade em estômago e intestinos, assim como internamentos.
Em 1946, seria a sua composição completamente reestruturada a nível nacional, uma vez que “após (...) esforço aturado (…) encontrava-se (…) em grave crise interna (...) e os seus estatutos um (...) amontoado de disposições fragmentárias que se contradizem e atropelam (...)7. Passa pois a ficar completamente doutrinada pelo Estado Novo, situação que só seria decididamente revogada em 1991.

O papel da mulher

Numa sociedade de mentalidade tipicamente masculina em que os direitos femininos nem eram equacionados, a Cruz Vermelha Portuguesa coloca a mulher em questões estatutárias ao nível masculino, logo em 1868. Se tivermos em conta que os movimentos femininos apenas se iniciam em finais do século XIX, este estatuto será provavelmente em questões legais, pioneiro em Portugal, à semelhança do que aconteceu a nível internacional. A sua equiparação no Exército Português efectua-se por intermédio da Cruzada das Mulheres Portuguesas (1916), uma sociedade de socorros voluntária, autorizada a proceder ao levantamento, transporte e tratamento de feridos e doentes, quer em tempo de guerra, quer de paz, bem como à organização e administração de formações e estabelecimentos sanitários. Terminada a Grande Guerra, as voluntárias da CVP seriam responsáveis pela abertura de um Hospital e de um instituto destinado à reeducação dos mutilados de guerra com vista à fisioterapia ou reeducação profissional. O uniforme, decretado em 1913, previa o armamento dos seus elementos, com destaque para o uso de espada por parte dos equiparados a Oficial, regalia retirada em 1917, quando não pertencessem às fileiras militares. O momento mais marcante da associação entre ambas as instituições será provavelmente marcado pelo ano de 1921, ano em que é previsto o direito, quando fardado e mesmo em tempo de paz, às continências e honras militares em uso no Exército.
No caso específico de São Miguel, e decorrido pouco mais de um mês após a realização da 1ª acta, a cedência de uma das moradias por parte da Condessa da Silva marca o inicio de uma relação extremamente próxima e salutar entre a Cruz Vermelha e as damas micaelenses. A pedido do Presidente da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada, seriam chamadas as Damas da Cruz Vermelha em virtude do surto epidémico em finais de 1918. Das cerca de duas dezenas, apenas puderam acudir três. Seriam agraciadas com (…) a Medalha de Louvor da S.P. da C. V., pelos relevantíssimos serviços prestados (...) no Hospital Civil desta cidade, por ocasião da gripe pneumónica (…)8, tornando-se provavelmente nas primeiras mulheres micaelenses a serem condecoradas.
Desde início que são as responsáveis por vários eventos em beneficio da CVP, como por exemplo, concertos e recitais no Liceu de Ponta Delgada; venda de poesias; torneios desportivos; Festas da Flor; Batalha da Flor; festas militares e festejos ou mesmo projecções cinematográficas no Coliseu Avenida. Como sócias, revelavam-se generosas, citando-se por exemplo o caso da Condessa Jácome Correia. A aceitação social? Enorme. As suas primeiras sessões revelam, para além da entrega de diversos donativos oriundos de particulares e instituições, casos mais pertinentes como o Almirante O.H. Dunn; a Câmara Municipal de Ponta Delgada; o Social Sport Club, a fabrica de Tabaco Micaelense e a Caixa de Crédito Micaelense.

Em resumo…

Após o fim da II Guerra Mundial, o enquadramento a que a delegação foi sujeita apenas permite entender que continuou a ter um papel muito relevante junto da população micaelense. Futuros trabalhos sobre a II metade do século XX poderão pôr em destaque a sua acção, principalmente ao nível da vacinação. Com a revolução de Abril e a Autonomia Constitucional pós 1976, as melhorias sociais tornar-se-iam por demais evidentes, recaindo a tradicional e voluntária missão da delegação sobre uma série de organismos sobejamente conhecidos. Perante novos desafios, a Delegação de Ponta Delgada readaptou-se, procurando dar resposta a uma nova sociedade e encarando o futuro com optimismo, porque os seus ideais cada vez mais vingam numa sociedade que tende a desumanizar-se, destacando-se neste contexto as verdadeiras boas vontades.
A prova estará nas parcerias a dois patamares, a primeira das quais no que concerne às instituições governamentais, nomeadamente ao nível da enfermagem (cujo serviço da CVP é permanente ao longo do ano) e de apoio em caso de emergência. A um segundo nível com instituições de carácter privado, como o Grupo Marques ou Modelo/Continente, neste último caso numa campanha especialmente dirigida à terceira idade e que permitiu distribuir 10 camas articuladas (só este ano), para além de inúmero material de conforto, melhorando de forma significativa o bem estar a cerca de 100 pessoas necessitadas.
Uma última palavra, mas não menos importante para os nossos sócios, que continuam a prestar um valioso auxílio anónimo, sem olhar a retorno. Eles, e todos os nossos importantes beneméritos, como por exemplo o Grupo Bensaúde; as organizações Cofaco; o Baniff, a Auto Viação Micaelense, a Fábrica de Tabaco Estrela, entre mais, servem de estímulo para continuar com uma tarefa que muitas vezes não é compreendida por aqueles que não sentem (ou vivem) os problemas que diariamente nos chegam à porta. Esperemos que este exemplo desperte o sentido solidário a outras instituições.
Contudo o espírito filantrópico de meados do século XIX subsiste para além da Cruz Vermelha. Ele está no espírito de todo aquele que procura fazer o Bem ao próximo. Neste contexto gostaria de enviar uma palavra de reconhecimento e estima pessoal às equipas de Ortopedia e Fisioterapia do Hospital do Divino Espírito Santo em Ponta Delgada, pelo seu profissionalismo e Humanismo na sua contínua e difícil tarefa, sempre dentro do espírito defendido por Henry Dunant. A todos um Bem-haja e votos de umas excelentes festas e um pródigo Ano Novo.


* Mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento
srezendes@hotmail.com

*Vice-presidente da delegação da Cruz Vermelha em
Ponta Delgada

(Endnotes)

1 Essa batalha foi travada no norte de Itália, entre o Exército imperial austríaco e as forças aliadas da França e da Sardenha e da qual resultaram 40 mil vítimas mortais.
2 Um ano antes de deflagrar da I Guerra Mundial esperava-se que a rede de delegações cobrisse todo o império português.
3 O Depósito de Concentrados Alemães, instalado na fortaleza de São João Batista, funcionaria entre Maio de 1916 e Novembro de 1919.
4 Desde pelo menos 1914 que diversas freguesias em São Miguel realizavam eventos de apoio à CVP. A ideia de abrir uma delegação era já um sonho com alguns anos.
5 Dos 141 soldados hospitalizados devido à epidemia, faleceram 13.
6 Delegação da CV em Ponta Delgada, Copiador de correspondência expedida entre 1918 e 1924.
7 Ordem do Exército n.º 8, Decreto n.º 36.066 de 28 de Dezembro de 1946, p.401.
8 Delegação da CV em Ponta Delgada, Copiador de correspondência expedida entre 1918 e 1924.

Autor: Sérgio Rezendes


in.:www.correiodosacores.net

Links:Cruz Vermelha Portuguesa: Delegação Local de Pereira.

http://www.cvpereira.org/

CVP em acção: Acidente de viacção na EN 366. Intervenção CVP Aveiras de Cima.





"ACIDENTE NA ESTRADA NACIONAL 366 ENTRE AVEIRAS DE CIMA E ALCOENTRE ACIDENTE QUE ENVOLVEU DOIS PESADOS E UMA CARRINHA DE 9 LUGARES DO QUQL RESULTOU DOIS MORTOS E TRES FERIDOS GRAVES"
in.:www.youtube.com

CVP em acção: Mau tempo na Zona Oeste. Intervenção CVP Aveiras de Cima.

Na noite de 22 para 23 abateu-se por toda a zona oeste um fenómeno da Natureza que há muito não se visualizava.

Os ventos fortes derrubaram várias árvores de médio e grande calibre em vários Concelhos. No Concelho de Azambuja foi afectado, tendo a Unidade de Emergência de Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Aveiras de Cima, sido accionada no âmbito da Protecção Civil Municipal.
Não tendo sido das freguesias mais afectadas , os voluntários da Cruz Vermelha, acudiram a várias dezenas de chamadas a pedir ajuda, nas quais interviram o mais rápido que foi possível. Desde o corte de árvores, balizamentos de perigos, acidentes de viação, controlo e orientação da comunidade em diversos pontos das intervenções da Protecção Civil, etc...


in.:www.cvpaveirasdecima.blogspot.com

domingo, 27 de dezembro de 2009

CVP em Acção: Assalto acabou em morte. Intervenção CVP.

MORTO POR ASSALTANTES AO DEFENDER O ARMAZÉM DO AMIGO.


Um amigo e vizinho do proprietário de uma fábrica de reciclagem de cobre, situada em Alvre, Aguiar de Sousa, Paredes, morreu, ontem, sexta-feira, depois de ter sido agredido com uma pancada na cabeça por assaltantes que tentou travar.

A vítima, António da Rocha, 56 anos, até já tinha sido aconselhado pelo dono da Tritacobre Metais Lda., a não fazer nada - a não ser alertar as autoridades - caso se apercebesse de algum assalto. Isto porque, nos últimos tempos, já por diversas vezes a unidade de gestão e reciclagem de resíduos já tinha sido alvo da cobiça dos assaltantes, interessados no metal que conseguem revender a bom preço.

Ontem à tarde, por volta das 19.30 horas, no entanto, António da Rocha apercebeu-se, mais uma vez, de movimentações de estranhos no armazém da Tritacobre e a vontade de fazer qualquer coisa para evitar novo assalto foi mais forte do que os avisos do amigo. Acompanhado pelo filho e por um cunhado, António dirigiu-se para a fábrica.

"Eu entrei pela fábrica dentro e o meu cunhado ficou cá fora", conta, ao JN, o cunhado, Domingos Costa, ainda abalado pelo sucedido. E foi cá fora, à entrada, que António foi atingido na cabeça pelos assaltantes, com um objecto que não foi ainda determinado.

"Com a pancada que levou dificilmente podia ter sobrevivido. Quando cheguei junto dele já os ladrões tinham entrado no carro para fugir. Ele deitava muito sangue pela cara", recorda o cunhado.

António da Rocha tinha problemas cardíacos e, segundo familiares contaram ao JN, até tinha sido operado há relativamente pouco tempo, pelo que ainda não é possível medir o papel que este facto teve na sua morte.

Tudo aponta, no entanto, para que o ferimento da pancada tenha sido fatal, embora só a autópsia, que deverá ser realizada na próxima segunda-feira, vá esclarecer definitivamente a questão.

Os bombeiros de Cete e os socorristas da Cruz Vermelha Portuguesa ainda tentaram reanimar a vítima durante largos minutos, mas já nada puderam fazer.

Numa fase inicial, os militares da GNR de Paredes, que foi a primeira força policial a acorrer ao local, ainda chegaram a pensar que os assaltantes se encontrassem dentro das instalações fabris. As primeiras notícias do caso davam conta até de que teria havido um tiroteio entre populares e os intrusos.

A Polícia partiu do princípio de que os assaltantes estariam armados e, por isso, cercou toda a zona, para evitar a sua eventual fuga. Mas pouco depois, após uma vistoria ao local, concluíram que o grupo supostamente responsável pela morte de António da Rocha já tinha fugido.

Ao fim da noite de ontem, muitos moradores da zona começaram a afluir ao local, chocados com o que tinha sucedido. Também a família estava em choque profundo. "Foi uma injustiça, ainda por cima no dia em que é", disse, ao JN, um familiar. A investigação do caso passou já para a Polícia Judiciária.


in.:www.jn.sapo.pt

sábado, 26 de dezembro de 2009

CVP em Acção: Parto efectuado por CVP Macieira de Rates

Mãe deu à luz na ambulância



Três elementos da Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Macieira de Rates, Barcelos, viveram, na madrugada da passada quarta-feira, a experiência ímpar de assistir a um parto, para mais consumado em plena ambulância.

José Carlos Fonte, Miguel Lima e Vera Sobrinho nunca tinham vivido semelhante momento: "intenso e pleno de simbologia. Foi o menino Jesus que nasceu com 24 horas de antecedência", enquadra Miguel Lima.

A chamada caiu na Cruz Vermelha, faltavam 20 minutos para a meia-noite. "Alertaram-nos que as águas já tinham rebentado e, quando lá chegamos, ainda conseguimos transportar a parturiente até à ambulância, tendo procedido à avaliação dos sinais vitais", explicam os voluntários de Macieira de Rates.

Por esta altura, já estava no local (Negreiros, Barcelos) a viatura médica, accionada pelo CODU que os voluntários da Cruz Vermelha haviam informado. "O médico ainda aconselhou a levar a parturiente para o hospital de Vila Nova de Famalicão que era o mais próximo. Mas, mal arrancamos, a senhora começou a sentir contracções mais fortes e a hora tinha chegado", adianta Miguel Lima.

O parto exigiu grandes precauções, porque o bebé tinha o cordão umbilical em volta do pescoço.

"Foi uma situação de grande expectativa, mas estava o médico connosco e sentimos maior tranquilidade. Depois, a mãe também foi muito cooperante e tudo correu bem", disseram os três voluntários ao JN.

Na Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Macieira de Rates não abundam as experiências de partos em ambulâncias, mas os bafejados pela inusitada vivência apontam os benefícios da ocorrência: "as pessoas têm, por norma, a noção que nas ambulâncias só acontecem coisas más, mas esta é a prova que também são locais de enorme felicidade".

O menino Rodrigo e a mãe, Vera Lúcia estão bem de saúde.


in.:www.jn.sapo.pt