quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Notícias: 145 anos de Cruz Vermelha Portuguesa.

Os 145 anos da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) assinalam-se quinta feira sem grandes festejos, mas antes com preocupações sobre o que falta fazer e com a procura de áreas de intervenção pouco exploradas.

'Acho que estamos numa altura de refletir, de agir, de ver o que é o nosso mundo e a nossa ação com poucas festas e comemorações. Precisamos mais de agir para resolver os problemas que temos pela frente. Comemorar na Cruz Vermelha é olhar para o que falta fazer', disse à Lusa Luís Barbosa, presidente da CVP.

Segundo Luís Barbosa, a instituição fará simplesmente 'uma chamada e um agradecimento' aos seus voluntários e profissionais pelo trabalho desenvolvido: 'E por aí nos vamos ficar'.

À frente dos destinos desta Organização Não Governamental desde 2005, o responsável considera que a instituição está 'numa boa orientação', sobretudo porque tem sabido adaptar-se 'a novas realidades' e a procurar 'espaços vazios'.

'Apesar de o Estado se afirmar cada vez mais como modelo social - mais preocupado - há enormes espaços vazios por preencher e a missão da Cruz Vermelha é procurar inserir-se nesses espaços onde há tarefas muito relevantes que podemos desempenhar', sublinhou.

Luís Barbosa referia-se, por exemplo, a tarefas de apoio domiciliário a idosos, saúde mental, saúde pública, apoio psicossocial, apoio a crianças e projetos especiais relacionados com reclusos ou com jovens com problemas de insucesso escolar e marginalidade.

Segundo o presidente da instituição, uma das maiores dificuldades, que se torna um desafio, é arranjar dinheiro para desenvolver todas as actividades.

'Evidentemente, a Cruz Vermelha tem tido ao longo dos anos uma atitude de auto-sustentabilidade muito importante. Temos do Ministério da Defesa um subsídio relacionado com o lar militar, mas tudo o resto é resultado da prestação de serviços e da nossa capacidade de angariação de fundos. É importante não estarmos dependentes de subsídios', afirmou.

Questionado sobre a necessidade de ter mais voluntários a colaborar com a Cruz Vermelha Portuguesa, respondeu: 'Quando temos um bom projeto não nos faltam voluntários', assegurou
.

in.:www.correiodominho.com

Notícias: Equipas de Emergência da CVP. Uma reportagem Lusa

Cruz Vermelha Portuguesa
Os não doutores que podem salvar vidas

10 | 02 | 2010 09.58H

Não são "doutores”, mas muitas vezes o seu trabalho faz a diferença para quem pede ajuda. Andam bem acima dos limites de velocidade e às vezes manter o distanciamento emocional é difícil. Carla e Nuno são tripulantes de ambulância de socorro da Cruz Vermelha Portuguesa.

[Texto de Marco Lopes da Silva]

O turno começou às 09:00 e a primeira chamada surge uma hora depois. "Temos um serviço", informa Carla. O pedido é do INEM, mas foi canalizado para uma das equipas de emergência da Cruz Vermelha Portuguesa.
As sirenes fazem soar a urgência de chegar ao Lumiar. Os carros vão-se desviando, mas nem sempre é fácil passar. O número 73 D da Estrada da Torre é o primeiro destino do dia, onde uma mulher de 65 anos passou mal a noite.

"Às cinco da manhã começou a vomitar e a tremer. Agora nem se consegue levantar da cama, mas não queria que ligássemos para o 112", começa por contar o genro, apontando que a sogra é diabética e automedica-se.

Lá dentro, Carla e Nuno verificam os parâmetros vitais da doente, a pressão arterial e questionam-na sobre antecedentes médicos. Decidem levá-la para o hospital de Santa Maria.

"As melhoras!", gritam as vizinhas ainda em camisa de noite e roupão.

Durante o caminho, Nuno explica os procedimentos habituais: começa por comunicar à central o transporte da doente.

"Com doentes a bordo não se deve utilizar as sirenes. O doente pode estar estabilizado e pode ficar enervado. Dá-se só uns toques quando é preciso passar ou quando chegamos a um cruzamento", explica.

Enquanto Carla "entrega" a doente ao hospital, Nuno fica à porta a fumar um cigarro.

"É preciso ter perfil para fazer isto. Fazem-nos testes para saberem se estamos preparados para lidar com situações de emergência. Caso contrário, vamos para a logística", explica.

As equipas de emergência da Cruz Vermelha Portuguesa respondem a qualquer tipo de chamada, tanto a nível particular, como do 112. Estão ainda preparadas para acudir a pedidos da Proteção Civil e de outros organismos da área de emergência.

"É sempre gratificante, mas penso que é mais gratificante para a pessoa que tem o acidente”, afirma Carlos Falcão, coordenador local do centro operacional de emergência da CVP.

Carla tem 34 anos e desde os 18 faz do socorrismo o seu dia a dia. Presta os primeiros socorros e, em caso de necessidade, pede apoio médico ao INEM.

"Se for uma situação de paragem cardio-respiratória, que é o mais grave que podemos encontrar, fazemos o suporte básico de vida. Avaliamos os doentes, posicionamos, colocamos oxigénio e em situações de feridas controlamos hemorragias", conta.

Reconhece que é uma profissão "gratificante" todos os dias, mas que às vezes termina o turno "um pouco mais em baixo".

"No dia a seguir vai haver certamente algo para nos animar", diz, acrescentando: "É difícil distanciarmo-nos emocionalmente, mas temos de o fazer".

A alta velocidade a que circulam implica riscos, sobretudo quando os outros condutores estão mais desatentos. Carla e Nuno já capotaram numa ambulância, a descer a avenida Almirante Reis.

Carla ficou inconsciente e com um traumatismo craniano, mas no dia seguinte já estava a trabalhar, mesmo "com dores".

Perto do meio-dia, recebem mais um pedido de auxílio encaminhado pelo INEM, desta vez para Benfica, para socorrer um homem de 74 anos.

"Diga-nos lá o que se passa com ele?", pergunta Carla. "Está com muitas dificuldades em respirar”, responde a mulher.

"Ainda me morre aqui em casa e eu não consigo fazer nada. Obrigado doutor", acrescenta, visivelmente emocionada.

"Tratam-nos sempre por doutores, mas nós não somos médicos", lembra Nuno.

A socorrista tenta comunicar com o doente, que parece não responder a qualquer estímulo.

"Como é que se chama?...Tem de se manter acordado!...Vamos ao médico, está bem", pergunta Carla.

in.:www.destak.pt

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Notícias: Juramento de Honra. Delegação Local do Porto.

No passado Domingo dia 31 de Janeiro de 2010 juraram compromisso 23 voluntários da Equipa de Socorro e Transporte, formados no ano de 2008 e 2009, assim como as voluntárias que colaboram na confecção de enxovais.

Nesta cerimónia foi apresentado o novo uniforme em uso nas Equipas de Socorro da CVP.

Posteriormente foi efectuado um simulacro, proporcionando assim aos presentes a oportunidade de ver os novos voluntários em acção.
Neste simulacro encontravam-se exemplificadas duas situações com que os socorristas se podem deparar.
Numa primeira situação, simulava-se um acidente de viação entre um veículo ligeiro e um veículo de duas rodas, resultando daí 3 feridos. Responderam à chamada 3 equipas de socorro, envolvendo como meios 3 ambulâncias de socorro e 9 socorristas.
Numa segunda situação (mais afastada da primeira) recriava-se uma activação para uma vítima inconsciente na via pública. Para o local foi activada a mota (equipada com DAE), tripulada por uma enfermeira e um socorrista.

in.:www.cvporto.org



FOTOS PROPRIEDADE de http://www.cvporto.org

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CVP em acção: Mau tempo no Funchal. Intervenção CVP Madeira.


Pessoas desalojadas, casas inundadas, árvores caídas e ribeiros a transbordar, são algumas das situações vividas na área do Funchal devido à intensidade das chuvas que se verificaram ao longo de várias horas em toda a ilha.
Os bombeiros das duas corporações do Funchal reforçaram as equipas de serviço para responderem a dezenas de pedidos de auxílio. A Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local da Madeira, reforçou estes meios com duas equipas de ambulâncias.
A freguesia do Curral das Freiras esteve isolada por várias horas devido a uma série de derrocadas, algumas delas preocupantes a transporem a estrada e inundarem várias residências. Nas escadinhas do Vasco Gil uma das residências localizadas abaixo da estrada, neste momento desabitada, ficou soterrada com lama e a vereda intransitável de acesso a um grupo de moradias. Pessoas de outras moradias foram realojadas em casa de familiares e por conta da Câmara Municipal do Funchal. Bruno Pereira, vereador da Câmara, acompanhava de perto as situações mais periclitantes de forma a serem resolvidas a contento de ambas as partes e o mais breve possível de forma a garantir segurança. Na Travessa do Lombo da Quinta, em São Gonçalo, foi realojada mais uma família com seis pessoas por causa de uma parede de uma residência que ameaçava ruir. As derrocadas ocorriam nesta estrada um pouco por todo o lado, mas a zona mais grave ocorreu no Vasco Gil com a queda de árvores e arrastamento de terras. Na Rua da Carreira, os bombeiros e os serviços de Protecção Civil Municipal foram chamados a intervir devido ao telhado de uma casa que ameaçava ruir com várias pessoas dentro, cujo objecto seria o realojamento, disse fonte dos bombeiros. Um ribeiro entupido no Lombo dos Aguiares ameaçou residências. No Curral dos Romeiros, acima do Largo do Miranda, a queda de árvores era constante. Logo pela manhã, os bombeiros foram chamados para os túneis da Cota 40, quer do lado da "Industrial" quer de São João devido a inundações com altura de água a atingir um metro, deixando algumas viaturas em dificuldades. As ribeiras principais do Funchal com um caudal "forte" coloriram de castanho as águas do mar.
Por seu lado, os BVM acorreram a 14 pedidos de inundações, entre as quais uma residência na Travessa da Ribeira de João Gomes, outra na Rua da Rochinha, no Caminho do Palheiro, na Travessa do Lazareto, no Lombo Centeio, Rua Pedro José de Ornelas e Rua de São João Bosco. No âmbito destes serviços, ocorreram inundações numa loja do Modelo dos Viveiros, na via pública junto ao pavilhão da Rua Nova da Alegria, Para o armazém na Rua Dr. Pestana Júnior e uma garagem no Páteo do Carmo. De acordo com a nota informativa dos BVM, estes bombeiros foram chamados a cortar árvores na Estrada do Curral dos Romeiros e na Estrada dos Marmeleiros assim como para oito situações de deslizamento de terras e queda de muros, entre os quais na Estrada Nova do Aeroporto, na Travessa do Lombo da Quinta, Caminho dos Pretos, Caminho das Tílias (foram evacuados dois moradores por precaução e transportados para o Centro Comunitário do Funchal), no Caminho dos Lombos, Monte, Estrada da corujeira e Lajinhas, Monte.
in.:www.jornaldamadeira.pt

CVP em acção: Atropelamento mortal. Intervenção CVP Maiorca.

Conduzia de manhã com taxa de 2,23 g/l e matou vizinha




Mulher de 56 anos não resistiu aos ferimentos resultantes de atropelamento.

Um homem com uma taxa de álcool de 2,23 gramas por litro de sangue, às 9.30 horas de domingo, atropelou mortalmente uma vizinha que ia comprar pão, em Maiorca, a caminho da Figueira da Foz. O condutor já tinha antecedentes por consumo excessivo de álcool.

"Ele sempre teve uma vida difícil. A senhora morreu, mas ele também não ficou bem de certeza", confessa ao JN uma vizinha do "Zé", como era conhecido na vila. A vizinha, que pediu anonimato e se recusou a dar mais pormenores, recorda que o rapaz, de 32 anos, já teve problemas relativos à condução sob o efeito de álcool, tendo estado recentemente impedido de conduzir depois de um acidente em que esteve envolvido. Tem ainda uma vida marcada por vários problemas familiares.

A última vez que o homem conduziu com uma taxa elevada de álcool no sangue acabou por ser fatal para Maria Fortunata Pereira Sá Pinto, uma doméstica de 56 anos. A senhora, natural de Santo Amaro da Boiça, concelho da Figueira da Foz, e residente em Maiorca, saiu de casa no domingo de manhã para comprar pão, no centro da vila, como fazia diariamente. Poucos metros à frente da sua casa, no quilómetro 8,6 da Estrada Nacional 111 (que liga Figueira da Foz a Coimbra), acabou por ser atingida pela viatura conduzida pelo seu vizinho. "Viviam a cerca de 100 metros de distância um do outro", conta ao JN outro vizinho de ambos. Maria Fortunata ainda foi assistida no local pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e pela Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Maiorca e transportada para o Hospital Distrital da Figueira da Foz. No entanto, acabaria por não resistir aos ferimentos, tendo vindo a falecer naquela unidade hospitalar. O corpo foi ontem sujeito a autópsia. O funeral deverá realizar-se hoje.

(...)

in.:www.jn.sapo.pt

Notícias: CVP Beja com novas instalações.

Cruz Vermelha de Beja vai ter novas instalações

O sonho deve começar a tomar forma este ano. Essa é, pelo menos, a convicção dos responsáveis pela delegação de Beja da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), que depois de alguns avanços e recuos com o projecto contam dar início às obras de construção das suas novas instalações em meados de 2010. O futuro edifício aguarda apenas a aprovação de uma das especialidades do projecto (já por duas vezes rejeitada pela Protecção Civil) e a empreitada deverá estar pronta no prazo de 18 meses, custando à instituição cerca de três milhões de euros.
No fundo, este é um projecto “bastante urgente, porque temos consciência que prestamos um bom serviço mas não temos um espaço físico adequado”, explica ao “CA” a presidente da comissão administrativa da CVP em Beja, crente que com novas instalações a instituição poderá libertar-se dos actuais “espartilhos”, nomeadamente o facto dos seus serviços estarem espalhados por vários pontos da cidade, o que só em rendas custa perto de seis mil euros.
A isto acresce o facto de actualmente existir lista de espera na unidade de fisioterapia dada “a falta de espaço e não por falta de pessoal”, enquanto que ao nível da terceira idade a CVP de Beja não pode admitir mais utentes no apoio domiciliário porque não tem uma cozinha com espaço para confeccionar mais refeições. “E também não podemos admitir mais utentes porque o quadro de pessoal está completamente preenchido de acordo com o espaço que temos”, complementa Maria Augusta Lança.

Intervenção alargada. As novas instalações da CVP em Beja serão construídas na Colina do Carmo, num lote de terreno cedido pela Câmara de Beja, e terão as valências de lar de apoio à terceira idade, centro de dia e apoio domiciliário, além de acolher igualmente a unidade de fisioterapia e os serviços de emergência e formação profissional. Para trás ficará o centro histórico da cidade, onde a instituição vai tentar manter as actuais instalações na rua da Casa Pia, que são propriedade da Segurança Social, para aí guardar algumas viaturas e o equipamento do hospital de campanha.
Quando a obra estiver concluída, a CVP criará entre 10 a 15 novos postos de trabalho e alargará igualmente a sua capacidade de intervenção até “60 e poucos” utentes em internamento, 75 em apoio domiciliário e 35 em centro de dia. E no âmbito da sua unidade de fisioterapia, poderá começar a colaborar com outras entidades além da Administração Regional de Saúde do Alentejo, dando apoio até 160 utentes por dia, duplicando a capacidade actual.
Para concretizar tudo isto, a CVP de Beja apresentou uma candidatura, entretanto indeferida, ao Programa Operacional do Potencial Humano e conta recorrer a mais programas de apoio. “Mas nada é garantido”, confessa Maria Augusta Lança, que conta com o apoio da “casa-mãe” para fazer a obra. “É muito dinheiro e como não temos verba disponível a Cruz Vermelha Portuguesa vai fazer um empréstimo junto da banca”, explica.

in.:www.correioalentejo.com

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Notícias: Delegação Local de Montalegre. Reactivação de actividade.

A delegação de Montalegre da Cruz Vermelha Portuguesa já existe há alguns anos. Contudo, esteve desactivada até Outubro último, data em que Deolinda Silva, assumiu as rédeas da associação. No momento em que estão a ser dados os primeiros passos para cumprir a principal missão, ajudar quem precisa, são muitos os projectos. Alguns estão já em curso, como a recolha de roupas em contentores e a loja social, outros serão postos em prática com o decorrer do tempo. Deolinda Silva, acredita que «a Cruz Vermelha pode e vai, com certeza, fazer um bom trabalho no concelho de Montalegre».

A delegação da Cruz Vermelha de Montalegre sofreu uma viragem a partir de Outubro do ano findo. Deolinda Silva, actual responsável pela associação, tomou posse, durante um mandato de quatro anos, e pretende «dar vida» a uma instituição que estava adormecida. Assistimos agora a um sem fim de mudanças e projectos que querem passar do papel para a prática. Sem esquecer a missão primordial de ajudar quem mais precisa, esta instituição «quer promover a cooperação entre as instituições locais, para dessa forma obter melhores e mais resultados eficazes».
Está já em funcionamento a loja social e a recolha de roupa nos contentores espalhados no concelho. Marca-se aqui o início de um projecto que promete «surpreender Montalegre» e ajudar os seus habitantes.

MONTALEGRE E SALTO COM CONTENTORES

Desde sempre que as pessoas se habituaram a doar roupa à Cruz Vermelha. «Todos os dias, enquanto exerci em Ribeirão, tinha sacos e sacos de roupa para tratar. Era necessário fazer a triagem da mesma, lavá-la, remendar alguma que estava rota, passar a ferro… e o tempo não dava para tudo», explica Deolinda Silva. Porém, o problema do tratamento do vestuário entregue, estendia-se a todo o país, um pouco por todas as associações. Desta feita, «a Cruz Vermelha nacional fez um protocolo com uma firma. São instalados contentores, como já foi feito em Montalegre. A empresa recolhe, lava, desinfecta e distribui os agasalhos por onde for necessário», esclarece a representante da associação montalegrense.
Ao todo, no concelho, existem oito contentores onde é possível depositar a roupa. A vila de Montalegre possui cinco, estrategicamente colocados na central de camionagem, em frente à igreja nova, na rua do Avelar, na rua da Portela e outro no bairro. A vila de Salto também possui dois e para os habitantes da aldeia de Vilar de Perdizes também é possível efectuar o donativo de roupa e calçado no contentor que possuem.

APELO À POPULAÇÃO

Deolinda Silva solicita que «as pessoas depositem a roupa nos contentores em saquinhos fechados e não se descuidem de fazer essa boa acção. A firma desloca-se para recolher a roupa duas vezes por semana. Se chegam aqui e os contentores estão vazios, naturalmente que ao fim de duas ou três semanas recolhe algum deles. Porque não se justifica ter tantos se a contribuição das pessoas for pouca». A responsável da delegação da Cruz Vermelha Portuguesa de Montalegre lembra que «a ajuda e contribuição das pessoas é importante no percurso de qualquer associação, contudo, no início, quando se começam a dar os primeiros passos, a cooperação entre todos é essencial».

LOJA SOCIAL

A criação da loja social em Montalegre foi uma das primeiras acções da Cruz Vermelha no concelho. O estabelecimento já funciona e as instalações podem ser visitadas no centro da vila.
A missão da Cruz Vermelha é ajudar as pessoas que necessitam. Por conseguinte, «a nossa primeira acção, interesse e razão de ser é ajudar. Mas também temos despesas (renda de casa para pagar, energia, telefone) e nesta loja temos roupa para dar e também alguma roupa que podemos vender a preços simbólicos. Esse rendimento ajuda nas despesas enquanto não temos outras receitas», relata Deolinda Silva.
A responsável pela delegação de Montalegre mostra-se preocupada em «arranjar receitas fixas para cobrir as despesas, também elas fixas». Na loja da Cruz Vermelha as pessoas vão poder, com o tempo, encontrar os artigos mais variados. Para já «temos só roupa nova e usada, mas vamos ter outras coisas», acrescenta.
Deste modo, surge o apelo, à população em geral, «que venha visitar a loja social. É uma forma de ajudar e por todos, não custa nada», clama Deolinda Silva.

JOVENS NA CRUZ VERMELHA

O número de voluntários cresce de dia para dia «e até os jovens acordaram para a Cruz Vermelha, aperceberam-se que ela existe e então já têm aparecido a oferecer a sua ajuda», sorri Deolinda Silva. «Estamos a pensar seriamente num programa para a juventude. Porque a Cruz Vermelha não é só distribuir “roupinhas” nem alimentos. Temos outros projectos, podemos, com muito trabalho e empenho, voar mais alto. A Cruz Vermelha faz um trabalho muito abrangente e é isso que nós queremos conseguir desenvolver aqui», acredita a responsável da associação de Montalegre.

AJUDAR ALÉM DA POBREZA

Na mente da maioria da população «ajudar significa apenas combater os sinais de pobreza como matar a fome e vestir quem não tem meios para o fazer. Contudo, ajudar vai muito além da pobreza. Há pessoas que não são pobres mas precisam de ajuda. Refiro-me aqueles que estão sós, que não têm quem lhes faça nada. Possuem dinheiro mas não têm quem os auxilie em muitos aspectos, com ir buscar os medicamentos, pagar a luz, entre outras pequenas coisas que as pessoas precisam no dia-a-dia», narra Deolinda Silva.

TRABALHAR EM PARCERIA

Ao fim de quase quatro meses de trabalho já é possível ter «uma noção mais precisa das necessidades das pessoas do concelho. Porém, vamos reunir com a rede social e trabalhar com outros parceiros, pois só unidos é que vamos conseguir levar a associação a bom porto. Nós não podemos trabalhar isoladamente. Portanto vamos colaborar com todas as instituições de Montalegre e tenho a certeza que juntos vamos conseguir fazer um bom trabalho», remata Deolinda Silva.
in.:www.cm-montalegre.pt

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Notícias:CVP Castelo Branco. Esclarecimento e Recolha de donativos.


A Juventude Cruz Vermelha de Castelo Branco vai iniciar uma campanha de angariação de fundos para as vítimas do Haiti em vários locais da cidade. Nesta campanha, informaremos as pessoas das várias formas existentes para fazer donativos monetários para esta causa. De acordo com a informação da sede nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, devemos dissuadir as pessoas de doar bens alimentares e roupa, pois por vezes o excesso de artigos não essenciais pode complicar a ajuda humanitária no terreno.
Nesta campanha, iremos, contudo, aceitar medicamentos, roupas e alimentos não perecíveis, que manteremos em instalações dos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco - que se uniram a nós nesta causa e se disponibilizaram a armazenar os artigos recolhidos -, até que estes possam ser enviados às entidades responsáveis pela distribuição quando o Haiti estiver em condições de receber este tipo de ajuda.

A primeira campanha será realizada no Espaço Solidariedade do Fórum de Castelo Branco, que se mostrou prontamente disponível para nos voltar a acolher.

Horário: Dias 30 e 31 de Janeiro (sábado e domingo) - 10h00 às 22h00 Dias 1, 2, 3, 4 e 5 de Fevereiro (segunda a sexta) - 18h00 às 22h00 de Segunda a Sexta

info in: http://cvp-castelobranco.blogspot.com/

Informação: FAQ's sobre a campanha "Ajude o Haiti, agora!"


in.:http://cvp-castelobranco.blogspot.com/

Notícias:CVP Àgueda apela ao voluntariado.

A Delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa, está empenhada na criação de um banco de dados do voluntariado e apela à adesão da comunidade.
Todos vemos e ouvimos, com uma certa frequência lemos, falar do voluntariado e quantas vezes não ficamos sensibilizados com actos e acções de grande valor humano, praticados por cidadãos comuns a favor daqueles que precisam.
“O voluntariado constitui um dos mais valiosos recursos activos de qualquer país, quando bem interpretado e apoiado”, dise Cesar Marques, presidente do Núcleo de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa, frisando que “a instituição assenta essencialmente no voluntariado” mas que “ser voluntário não está ao alcance de todos”
“É necessário ter um ideal humanista pelo bem fazer, que assenta numa relação de solidariedade, liberdade, igualdade, pluralismo no exercício de uma cidadania activa, mas sempre com a responsabilidade pelas actividades que desenvolve”, explicou no presidente do Núcleo de Águeda.

in.:www.soberaniadopovo.pt

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Notícias: Delegação Local de Leiria na recolha e distribuição de roupa.

Recolha e Distribuição de Roupa
Delegação Local de Leiria
CRUZ VERMELHA PORTUGUESA




O Serviço de Recolha/Distribuição de roupas da Delgação de Leiria da Cruz Vermelha Portuguesa, não dá sinais de abrandar. Mesmo com a crise aí, as pessoas continuam solidárias, e as dádivas chegam diariamente. De Outubro a meados de Dezembro, as dádivas estiveram suspensas, pois havia-se esgotado a capacidade de armazenamento. Tal não impediu as pessoas de continuarem a vir oferecer as roupas que já não usam.Graças a contactos feitos, dentro e fora do Distrito, consegiu-se distribuir uma quantidade bastante significativa de roupa, cobertores, calçado e brinquedos. Através de campanhas de Natal, fizeram-se chegar a famílias carenciadas do Município de Castanheira de Pêra, Freguesia de Coimbrão e Conferência de São Vicente de Paulo das Cortes. Lousã, Aguda, Pedrógão Grande, Lisboa, África, foram outros dos destinos da roupa aqui recolhida. Pelo meio, houve ainda lugar a cooperações pontuais com instituições que pedem artigos especifícos e em menores quantidades.A par desta "grande" distribuição, a Delegação de Leiria efectua ainda a distribuição à Comunidade em Geral, nos primeiros sábados de cada mês. Esta distribuição é assegurada por Voluntários de todas as idades, que não só colaboram na distribuição, mas na respectiva triagem. Neste caso, os Voluntários resultam de uma parceria com a Associação Vida Abundante.Esta triagem é tão ou mais necessária, uma vez que nem todas as dádivas, revelam cuidado. Quer isto dizer, que as dádivas por vezes recolhidas, incluem roupa e/ou outros, em condições não dignas de serem distribuidas à população. Não dignificariam nem a Instituição, muito menos quem recebe a dádiva.Neste momento, as maiores faltas são ao nível de roupa de casa, nomeadamente Cobertores, Lençóis e Atoalhados, bem como Alcofas, Cadeiras para o transporte de Crianças, a par de todo o enxoval para crianças.

in.:http://cvpleiria.blogspot.com

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Formação: Curso BTLS no BV Barreiro




O curso é nos dias 6 e 7 de Fevereiro nos bombeiros voluntarios sul e sueste no Barreiro.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Notícias: Empresa Portuguesa ajuda Cruz Vermelha Espanhola.


Altitude e Cruz Vermelha Espanhola ajudam no Haiti

A tecnológica portuguesa Altitude Software e a Cruz Vermelha Espanhola estão a unir esforços para coordenar a resposta humanitária e responder ao enorme afluxo de ofertas de auxilio e donativos que estão a chegar ao seu centro de atendimento, avançou a empresa portuguesa em comunicado.

Ana Torres Pereira
atp@negocios.pt


A tecnológica portuguesa Altitude Software e a Cruz Vermelha Espanhola estão a unir esforços para coordenar a resposta humanitária e responder ao enorme afluxo de ofertas de auxilio e donativos que estão a chegar ao seu centro de atendimento, avançou a empresa portuguesa em comunicado.

"A Altitude Software disponibilizou de imediato, a título gracioso, software, equipas de apoio especializado e uma central telefónica adicional para duplicar muito rapidamente o número de agentes voluntários mobilizados para o centro de atendimento", adianta a mesma fonte.

A Cruz Vermelha Espanhola tem sete mil funcionários, 627 mil sócios e 148 mil voluntários. O Centro de Contacto da Cruz Vermelha Espanhola é uma solução Altitude Software multi-canal, com voz, fax, email, e canais avançados de comunicação (nomeadamente chat e colaboração web) de uma forma totalmente integrada com as soluções informáticas ERP e CRM já adoptadas pela Cruz Vermelha.

O Centro de Contacto está em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana (acessível pelo 902 22 22 92 ou informa@cruzroja.es).

in.:jornaldenegocios.pt

Notícias: Entrevista ao Director para as Américas do FICV.


Poucas horas antes de embarcar para o Haiti, o equatoriano Xavier Castellanos - diretor para as Américas da Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC, pela sigla em inglês) - falou com exclusividade ao Correio, pela internet, do quartel-general da entidade, na Cidade do Panamá. Ele explicou que o envio de ajuda ao país atingido pelo terremoto de terça-feira passada esbarra nas condições precárias de infraestrutura do Haiti e na insegurança. "É importante visualizar esse desastre em um contexto no qual mais de 80% da população do Haiti vive abaixo da linha de pobreza e cerca de 2 milhões enfrentam a insegurança alimentar", afirmou. De acordo com Castellanos, o próprio governo haitiano está fragilizado ante a catástrofe, considerada por ele como "devastadora". "Nós estamos certamente falando de um dos maiores desastres na história do Haiti", destacou. O diretor para as Américas da IFRC estima que 200 mil moradores de Porto Príncipe perderam completamente suas casas, defendeu a coordenação em solo das equipes de ajuda e fez um apelo: "É importante e altamente recomendável evitar a polarização de centenas de agências humanitárias, desejosas em ajudar, mas sem a experiência para enviar apoio humanitário".

Missão: salvar vidas


O diretor para as Américas da Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho, Xavier Castellanos


Os haitianos estão desesperados com a demora na ajuda. Como o senhor analisa essa catástrofe e quais os obstáculos para levar alimentos e donativos até Porto Príncipe?
A Cruz Vermelha haitiana esteve trabalhando desde o início do desastre em atividades de busca e resgate, primeiros socorros, apoio psicológico e remoção de áreas. Inclusive a construção de abrigos temporários. Muitas pessoas no Haiti têm adotado o mesmo comportamento de solidariedade, com o propósito de fazer todos os esforços para salvar as vidas de gente sepultada em prédios que desmoronaram ou em ruínas. Mas o desastre e sua magnitude são devastadores e as necessidades são altas e aumentam a cada segundo.

Como assim?
É importante visualizar esse desastre em um contexto no qual mais de 80% da população do Haiti vive abaixo da linha de pobreza e cerca de 2 milhões enfrentam a insegurança alimentar. As condições de infraestrutura, em todos os níveis, são pobres e não respeitam códigos de construção. Em alguns locais, o nível de pobreza tem levado a enormes centros superpopulosos, onde os níveis de insegurança são elevados. Em tais circunstâncias, incluindo o nível de danos aos prédios dos governos e aos sistemas, estamos trabalhando em uma situação de resposta a um desastre pesado, onde milhares de vidas estão em risco e centenas de milhares perderam tudo o que tinham. A logística terá de ser seriamente considerada, para realizarmos um bom trabalho no Haiti. O transporte (aéreo, terrestre e marítimo) será uma preocupação, além da segurança e, especialmente, da nossa capacidade coletiva de resolver rapidamente o que for preciso.


A mobilização da comunidade internacional tem sido suficiente para responder ao desastre, até o momento?
A Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho tem ativado e começado a enviar 10 unidades de resposta a emergências. Elas incluem uma equipe de logística, dois times de ajuda e abrigos, um grupo de telecomunicações IT, duas unidades M15 (água potável para 15 mil pessoas e saneamento básico para 5 mil), 3 Unidades de Saúde Básica Móveis. A mobilização internacional será suficiente quando tivermos o panorama real das necessidades.

De que modo essa ajuda deve ser gerenciada?
É importante e altamente recomendável evitar a polarização de centenas de agências humanitárias, desejosas em ajudar, mas sem a experiência para enviar apoio humanitário. A coordenação no solo é fundamental para assegurar que evitemos a duplicação de esforços e demos menos atenção às necessidades. É imperativo resolver as necessidades humanas de modo coordenado, promovendo o papel do governo e apoiando os governos em seus esforços para aliviar e, depois, recuperar. Como auxiliar do governo, a Cruz Vermelha haitiana está em permanente coordenação com as autoridades e a Cruz Vermelha Internacional promove tal coordenação. Isso está ocorrendo em todos os locais do mundo e o Haiti não é exceção.

O trabalho de resgate exige também interação perfeita com outras agências?
Temos enviado equipes dedicadas a facilitar a coordenação entre o Movimento da Cruz Vermelha, mas também com as agências das Nações Unidas. Estamos trabalhando lado a lado com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) na preparação da resposta internacional. Por favor, lembre-se de que estamos falando de um país em constante sofrimento, e esse desastre tem complicado as coisas de uma forma ainda mais trágica e dramática. A realidade crua da pobreza, o sofrimento, as necessidades diárias... Algumas vezes esquecidos por muitas pessoas.

O governo haitiano enterrou até ontem 15 mil corpos. O senhor acredita que o número de mortos possa superar os 50 mil? Estamos enfrentando a pior catástrofe já vista na América Latina?
Nós estamos certamente falando de um dos maiores desastres na história do Haiti. O alerta precoce para terremotos é algo difícil de se obter. A prevenção é o remédio correto para evitar esse tipo de tragédia. Em nossa avaliação inicial, temos calculado que ao menos 200 mil moradores de Porto Príncipe perderam totalmente suas casas e vários milhares tiveram as residências seriamente danificadas. É possível um aumento significativo no número de mortos, e é isso o que o governo haitiano calcula. Nós temos trabalhado para salvar quantas vidas pudermos, inclusive resgatar os corpos e tratá-los com dignidade e respeito.

Muitos haitianos creem que a prioridade agora é enterrar seus mortos. Na sua opinião, o que é mais importante neste momento?
Em primeiro lugar, qualquer ser humano, vivo ou morto, deveria ser tratado com dignidade e respeito. Essa é sempre uma prioridade, sob a perspectiva do lado humano. O enterro dos mortos representa uma grande ação para reduzir o estresse psicológico e as emoções. É sempre importante ter isso em mente. Mas os corpos não são uma ameaça, neste momento. Salvar o maior número possível de vidas é a maior prioridade. Mas isso deveria ser entendido como uma ação de mão dupla. A Cruz Vermelha tem contemplado em seus planos o gerenciamento de cadáveres e estamos trabalhando em coordenação com a Organização Pan-Americana da Saúde e com outras agências para assegurarmos que isso é parte do trabalho humanitário. Que isso seja tratado com a mesma prioridade do resgate, dos primeiros socorros, do cuidado imediato da saúde e do envolvimento das comunidades na reabilitação e, espero, na recuperação.

É possível estimar quantos haitianos ainda estão sob os escombros?
Nós acreditamos que o número seja alto. As atividades de busca e resgate continuam e não têm parado em vários locais do Haiti. As próprias comunidades têm sido fantásticas na imediata retirada das pessoas dos prédios. Os voluntários da Cruz Vermelha não são uma exceção nesses tremendos esforços.

Quais as principais dificuldades das equipes de resgate?
Neste momento, temos cerca de 140 pessoas no Haiti. Boa parte chegou horas depois do terremoto. Nossa avaliação inicial indica vários pontos: 1) o nível de destruição é alto e as pessoas, em geral, tentam fazer o que podem para salvar vidas nos esforços de busca e resgate e no tratamento de ferimentos; 2) os hospitais estão superlotados e os mortos e feridos estão nas ruas; 3) a logística, sob todos os pontos de vista (transporte, armazenamento etc) é um desafio significativo; 4) a segurança corre o risco de se tornar um tema de preocupação, se nenhum apoio humanitário for prestado; 5) o acesso à agua e ao sanemanto serão um grave desafio, se nenhuma solução imediata for encontrada; 6) o acesso a comida e mantimentos começarão a se tornar mais complicados; 7) a capacidade das instituições de responderem efetivamente, em um contexto onde muitas das instituições governamentais têm pessoas que tiveram suas famílias diretamente atingidas. Além disso, o número reduzido de pessoas realizando suas tarefas regulares nos setores públicos é um entrave. Por fim, existe o desafio de abrigar os sobreviventes. As pessoas permanecerão nas ruas ou em casas que não garantem sua segurança e réplicas podem se tornar uma grande ameaça.

Os haitianos acusam o governo de René Préval de nada fazer por eles. Na noite de anteontem, protestaram abandonando corpos no meio das ruas. Como vê essa situação?
Precisamos olhar esse desastre em um contexto mais amplo. Um desastre como esse sempre cria o caos. No meio do caos, os governos tentam se reorganizar, como comunidades, organizações etc. Leve em consideração que as autoridades estão também afetadas pelo terremoto. Elas são parte das estatísticas de pessoas com mortes na família, ferimentos, prejuízos materiais etc. Estamos falando de um país onde os níveis de governabilidade não estão nas melhores condições. Com o tremor de terça-feira, a situação se deteriorou. O tema real aqui é a falta de medidas preventivas e de preparo apropriado. A desigualdade, a marginalização, a pobreza e muitos outros assuntos têm aumentado a miséria e os níveis de vulnerabilidade. A realidade é que esse desastre foi devastador.


"Nós temos trabalhado para salvar quantas vidas pudermos, inclusive resgatar os corpos e tratá-los com dignidade e respeito"

Xavier Castellanos, diretor para as Américas da Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC)

http://www.correiobraziliense.com.br

Notícias: Intervenção Cruz Vermelha Internacional @ Haiti.


Cruz Vermelha Portuguesa já conta com 
100 mil Euros para o Haiti



Graças à solidariedade dos portugueses, a Cruz Vermelha Portuguesa já conta com 100 mil Euros para as operações humanitárias que estão a ser conduzidas pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho no Haiti.

“A resposta da comunidade ao apelo de donativo para o nosso Fundo de Emergência tem sido extraordinária. Estes fundos angariados estão rapidamente a ser convertidos nos artigos mais urgentes e na ajuda mais necessária.”, declara Luís Barbosa, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa.
A Cruz Vermelha Portuguesa agradece a todos os particulares, empresas, fundações, bancos e entidades que não hesitaram em confiar no trabalho humanitário da Cruz Vermelha, contribuindo, assim, para a sobrevivência das pessoas afectadas pelo devastador terramoto que atingiu o Haiti no passado dia 12.




Actualização sobre as operações



A assistência da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) já começou a chegar ao Haiti.

Várias Unidades de Resposta a Emergência (ERU) estão a chegar com pessoal de várias Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha de todo o mundo.

Um primeiro grupo de especialistas já começou a avaliar os danos causados pelo devastador sismo de magnitude 7.3 que atingiu a capital haitiana na terça-feira passada. Isto assegura que a ajuda chega aos mais vulneráveis e que os recursos disponíveis são utilizados onde possam ser mais úteis.




A primeira resposta: os voluntários da Cruz Vermelha do Haiti



As Unidades de Resposta a Emergência irão prestar o muito necessário apoio ao pessoal e voluntários da Cruz Vermelha do Haiti que têm vindo a assistir a população desde que o sismo os atingiu com os bens de socorro pré-posicionados. 

Entre outras coisas, os membros destas unidades irão estabelecer um hospital de campanha totalmente equipado. Outras Unidades de Resposta a Emergência são especializadas na coordenação de socorro e abrigo, água e saneamento, telecomunicações e saúde. 



Actualmente, as necessidades mais urgentes são a busca e salvamento e os cuidados de saúde de emergência, bem como os abrigos e o acesso a água potável. Milhares de pessoas no Haiti estão actualmente a passar as noites nas ruas de Port-au-Prince sem abrigo e assustadas.





Apelo de Emergência



Na quarta-feira a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou um apelo preliminar de 6.8 milhões de Euros para assistir 100.000 pessoas (20.000 famílias) durante 9 meses. A Cruz Vermelha Portuguesa libertou nesse mesmo dia 25.000 Euros do seu Fundo de Emergência para que desde logo pudessem começar as actividades humanitárias a favor das vítimas do sismo no Haiti. Prevê-se que nos próximos dias este apelo venha a ser revisto.

A Cruz Vermelha estima que poderão ter sido afectadas cerca de 3 milhões de pessoas, o que é equivalente a um terço da população do país.




Serviço de Pesquisa e Localização de familiares no Haiti



Como resultado do sismo que atingiu o Haiti, milhares de pessoas dentre e fora do Haiti perderam contacto com os seus entes queridos. 

O objectivo do site “Ligações Familiares” (www.familylinks.icrc.org) é acelerar o processo de restabelecimento do contacto entre membros da família separados. Ele é gerido pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha, em cooperação com os serviços de pesquisa e localização da Cruz Vermelha do Haiti e das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em todo o mundo.

Neste momento, o site dá a possibilidade de pessoas no Haiti e no estrangeiro de publicar os nomes dos seus familiares com os quais procuram restabelecer o contacto. Progressivamente, irá incorporar informação para dar resposta a esses pedidos. 



in.:rostos.pt

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Notícias: "Ameça de bomba" na Escola Secundária de Vila Verde. Intervenção CVP Amares.


Um telefonema anónimo alertou ontem para explosivos na Escola Secundária de Vila Verde, o que obrigou à evacuação de cerca de mil pessoas, entre alunos, professores e funcionários.
A ameaça não foi real, pelo menos desta vez. Há uns anos, a Escola Secundária de Vila Verde recebeu mesmo um telefonema a alertar para a presença de explosivos.

Ontem, tratou-se de um simulacro com o objectivo de testar o plano de emergência da Escola, envolvendo os vários intervenientes e treinando os procedimentos.
A Equipa de Inactivação de Engenhos Explosivos e Subsolo do Comando Territorial de Braga da GNR acorreu à escola, bem como a delegação de Amares da Cruz Vermelha Portuguesa e os Bombeiros Voluntários de Vila Verde.

As equipas da Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Amares e dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde socorreram as duas vítimas simuladas, personificadas por dois alunos, que foram evacuados de ambulância.
Foi também alertado o Serviço Municipal de Protecção Civil, que se fez representar.
Foi accionado o plano integral de emergência, abrangendo todos os pavilhões, explicou o professor responsável pela área, Manuel Rodrigues, no final do simulacro.

O docente realça o carácter pedagógico da acção. “Os alunos que fazem estes treinos estão preparados para enfrentar qualquer situação fora da escola: no cinema, num estádio de futebol, num concerto de rock, onde é preciso, perante um alerta, ter os mesmos comportamentos que é seguir ordeiramente, em silêncio, nada de atropelos e seguir as orientações dadas pelas equipas de segurança e sinalética existente”.

Há ordens claras dadas aos vários intervenientes e a escola fecha, permitindo apenas a entrada de veículos e forças de intervenção.
Os próprios professores já sabem como agir com a turma perante uma situação de emergência.
O plano de segurança inclui várias fases. A primeira envolve os directores de turma, no início do ano lectivo.

Ao nível da turma, é feito um exercício, de modo aos alunos aprenderem os procedimentos, os cuidados a ter e como se devem comportar.
Ao fim de três ou quatro semanas, é feito uma evacuação da escola, mas só a nível interno, para aferir se todos os passos foram dados.
A partir daí, é feito um treino já com intervenções do exterior.
O simulacro de ontem foi apenas uma amostra. “Numa situação real os meios seriam todos redobrados”, referiu Manuel Rodrigues.

Balanço positivo

“Serviu para vermos o comportamento dos alunos, dos professores, das forças e o conhecimento da área de intervenção, porque a escola tem vários percursos” sublinhou o responsável pelo plano de emergência.
Alguns alunos da disciplina da Área de Projecto do 12.º D colaboraram na preparação do exercício.
Manuel Rodrigues fez um balanço positivo do simulacro de ontem. “O comportamento dos funcionários foi correcto, os alunos também estiveram de uma forma ordeira”, afirmou.
A Escola Secundária de Vila Verde é frequentada por cerca de 1400 alunos.
in.:www.correiodominho.com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Notícias: Como ajudar o Haiti. Fundo de Emergência CVP.

As formas de donativo para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti, são as seguintes:


1. Nas caixas multibanco ou por netbanking, optando por «pagamento de serviços» e marcando entidade 20999 e referência 999 999 999.

2. Efectuando um depósito ou transferência bancária para as contas «CVP - Fundo de
Emergência.»

Millennium BCP- Conta: 45307610691 NIB: 0033 0000 4530 7610691 05

CGD- Conta: 0027082402230 NIB:0035 0027 0008 2402230 53

BPI- Conta: 3631911 000 001 NIB:0010 0000 3631 9110001 74

Santander Totta- Conta: 000314691778020 NIB:0018 0003 1469 1778020 27

BES- Conta: 0001 4968 7394 NIB:0007 0000 00149687394 23

C.E.Montepio Geral- Conta: 087100053716 NIB: 0036 0087 99100053716 51

Barclays - Conta: 117201022464 NIB:0032 0117 00201022464 75

BANIF- Conta: 57/629520 NIB: 0038 0057 00629520771 72

BPN- Conta: 026511345-10-001 NIB: 0079 0000 26511345101 76

Notícias: CICV. Apoia familares das vitimas no Haiti. Pesquisa e Localização

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um site especial para ajudar milhares de pessoas no Haiti e no exterior a encontrar a familiares desaparecidos no devastador terremoto que assolou o país mais pobre das Américas na terça-feira.


O endereço do site é www.icrc.org/familylinks (em inglês) e, explicou Robert Zimmerman, vice-diretor da Agência Central de Busca do CICV, o objetivo é "acelerar o processo de tomada de contato entre os membros de uma família que ficaram separados".

Neste momento, a página permite que cidadãos no Haiti e fora do país registrem os nomes de seus parentes com os quais quer entrar em contato, e depois serão adicionadas as respostas a essas buscas.

Enquanto isso, um avião com 11 membros do CICV, entre eles dois especialistas em buscas, decolou de Genebra e deve aterrissar em Porto Príncipe ainda hoje.

Ontem à noite, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) fez um pedido de fundos no valor de 10 milhões de francos suíços (6,8 milhões de euros) para prestar assistência emergencial a 5 mil famílias atingidas pelo tremor.

O terremoto afetou especialmente as cidades de Porto Príncipe, Carrefour e Jacmel, situadas na província Oeste e com uma população estimada de 2,2 milhões de pessoas.

Além disso, uma equipe de intervenção e salvamento suíço enviado na quarta-feira em direção ao Haiti chegou à vizinha República Dominicana, de onde se dirige por estrada ao país devastado pelo terremoto.

in.:www.noticias.uol.com.br

Fotos: Haiti...! ALI MORRE-SE!








PRECISAM DE NÓS!
VAMOS ?!?


fotos retiradas de http://noticias.uol.com.br/

Notícias: Sismo no Haiti. Ajuda da CVP. II


Com a proposição “Ajude o Haiti, agora!”, a Cruz Vermelha Portuguesa, no quadro do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, vem apelar à Comunidade portuguesa para apoiar as vítimas do terramoto no Haiti.

Segundo Luís Barbosa, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, “É muito importante que a ajuda humanitária chegue nos primeiros dias após este tipo de catástrofe. Quanto mais depressa a ajuda chegar, mais vidas se podem salvar.”

Os voluntários da Cruz Vermelha estão no terreno a assistir os feridos e a apoiar os hospitais que não têm capacidade para lidar com esta emergência.

As necessidades mais urgentes, até ao momento, são salvamento e resgate, hospitais de campanha, cuidados de saúde de emergência, purificação de água, abrigos de emergência, logística e comunicações.

A Cruz Vermelha do Haiti dispõe de stocks para assistir 3.000 famílias, incluindo stocks para 500 famílias em Port-au-Prince. Estes artigos de emergência consistem em utensílios de cozinha, kits de higiene pessoal, cobertores e contentores para armazenar água.

A Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho mobilizou uma equipa especializada em resposta a desastres, saúde em emergência e logística que deverá chegar ao Haiti ainda hoje ao final do dia para apoiar a Cruz Vermelha do Haiti e coordenar a assistência dos organismos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.


in.:DESTAK

Notícias: Sismo no Haiti. Ajuda da CVP.


Cruz Vermelha Portuguesa envia 25 mil euros para ajudar vítimas e lança campanha

13 | 01 | 2010 20.42H

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai enviar para o Haiti 25 mil euros do seu Fundo de Emergência para ajudar as vítimas do violento sismo de terça-feira e lançou uma campanha para a recolha de mais donativos.

"A Cruz Vermelha Portuguesa vai enviar imediatamente 25 mil euros do seu Fundo de Emergência como primeiro passo para suportar o enorme esforço de socorro que se está a organizar. No entanto, a colossal dimensão deste desastre demonstra que muito mais vai ser necessário", afirma a instituição, em comunicado.

Por isso mesmo, a CVP apela à comunidade portuguesa para que apoie as vítimas do sismo sob o lema "Ajude o Haiti, agora!".

"É muito importante que a ajuda humanitária chegue nos primeiros dias após este tipo de catástrofe. Quanto mais depressa a ajuda chegar, mais vidas se podem salvar", afirma Luís Barbosa, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

Um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter abalou terça-feira - às 16:53 locais, 21:53 de Lisboa - a ilha de Santo Domingo, ou Hispaniola, partilhada pelo Haiti e pela República Dominicana, fazendo ruir vários edifícios públicos, incluindo o Palácio Nacional, que acolhe a presidência do Haiti.

O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse hoje à cadeia de televisão norte-americana CNN temer que o forte sismo que atingiu terçca-feira o seu país possa ter provocado "bastante mais de 100 000 mortos".

Os donativos para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti - podem ser realizados nas caixas multibanco ou através de 'netbanking', na opção 'pagamento de serviços', marcando 20999 na entidade e 999 999 999 na referência.

Poderá ainda ser feito um depósito ou transferência bancária para as contas CVP - Fundo de Emergência, disponíveis em nove instituições bancárias ou através de um cheque ou vale postal pagável à CVP - Fundo de Emergência, Departamento Financeiro da Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa (Jardim 09 de Abril, n.º1 a 5, 1249-083, Lisboa).

in:destak

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Internacional: Sismo no Haiti. Intervenção CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL.


Genebra, 13 Jan (Lusa) - O sismo ocorrido terça-feira no Haiti afectou cerca de três milhões de pessoas, segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha, desconhecendo-se o número de vítimas mortais.

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Lusa/Fim



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GENEBRA — O terremoto que afetou o Haiti na terça-feira requer uma operação de ajuda internacional em massa, afirmou à AFP um porta-voz da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV), que prepara uma intervenção coordenada com o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).

A FICV realizou nesta quarta-feira uma reunião de crise em sua sede de Genebra, afirmou o porta-voz, Jean-Luc Martinage.

"Reservas de urgência estão armazenadas no Haiti e permitem ajudar 3.000 famílias durante três a quatro dias, mas teremos que levar rapidamente o material de socorro de nosso centro regional de reação para as catástrofes, o PADRO, com sede no Panamá", afirmou.

Seis funcionários da FICV, entre eles o delegado regional, uma especialista em logística e dois responsáveis por saúde e socorro de primeira necessidade, devem chegar ao Haiti, procedentes do Panamá, durante a manhã se o aeroporto de Porto Príncipe estiver aberto.

O CICV se coordena com a FICV no Movimento da Cruz Vermelha.

Os nove representantes no país do CICV estão sãos e salvos, mas a organização ainda não conseguiu fazer um balanço sobre a situação dos funcionários.

AFP


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13-01-2010 Comunicado de imprensa 10/05

Haiti: CICV se junta ao esforço da Cruz Vermelha para ajudar vítimas do terremoto
Genebra (CICV) - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) se juntou a seus parceiros da Cruz Vermelha para apoiar as vítimas do terremoto do Haiti. A organização está mobilizando recursos e pessoal para reagir à catástrofe.

"Em meio ao choro e lamentações, as pessoas estão passando a noite fora", disse hoje cedo o chefe da delegação do CICV no Haiti, Riccardo Conti. "As pessoas estão tentando consolar umas às outras. O que você ouve nas ruas são as orações de agradecimento dos que sobreviveram."

"Nossa capacidade de ajudar depende muito da situação em Porto Príncipe," continuou o sr. Conti. "É extremamente difícil se deslocar na cidade para avaliar as necessidades. O certo é que o terremoto teve um enorme impacto sobre a população que já sofre de outras catástrofes recentes."

O CICV está contribuindo com os esforços de socorro da Cruz Vermelha Internacional e do Crescente Vermelho, tanto em Porto Príncipe como na sua base regional no Panamá. Os estoques de produtos não-alimentares estão sendo disponibilizados para dez mil famílias, e os funcionários adicionais se organizarão o mais rápido possível. Todas as atividades do CICV são realizadas em estreita colaboração com seus parceiros da Cruz Vermelha, especialmente com a Cruz Vermelha Haitiana.

O CICV planeja focar na prestação de assistência médica aos sobreviventes do terremoto e apoiar os esforços para encontrar e identificar os mortos. A organização também irá apoiar os esforços da Cruz Vermelha para restabelecer os contatos entre os membros de famílias separadas por causa do terremoto e das suas consequências. Finalmente, a organização planeja avaliar as necessidades dos presídios onde tem visitado regularmente os detidos.

Os nove colaboradores estrangeiros do CICV da capital Porto Príncipe estão sãos e salvos, mas o paradeiro de todos os 59 colaboradores locais ainda não foi esclarecido.
O CICV trabalha no Haiti desde 1994. A organização se concentra na melhoria do acesso à água e do saneamento em favelas propensas à violência em Porto Príncipe, visitas aos detidos e apoio à capacidade da Cruz Vermelha Haitiana.

in.:ICRC

Reflexões: Olhar uma urgência hospitalar a partir de uma maca

É um mundo estranho, o das urgências hospitalares. Idealmente estas seriam estruturas de resposta rápida, confortáveis, acolhedoras. Todos nós sabemos que a realidade se traça com tons carregados. Um pouco por todo o país.
Abro a porta do carro mesmo em frente à entrada principal do Hospital de S. Marcos numa destas noites frias e sinto dificuldade em passar por entre o aglomerado de pessoas que insiste em permanecer cá fora. Percebo de imediato porquê. Lá dentro não há mais espaço. A sala de espera está apinhada de gente. De doentes e de familiares; de pessoas com máscara e de outras com ar pálido. O serviço de triagem é rápido, mas aquilo que me espera do outro lado da porta é uma visão ainda mais intranquila. Há camas por todo o lado. Há pessoas sentadas em todas as cadeiras. A prioridade que me atribuem é alta, o que me subtrai tempo de espera. À porta de um dos consultórios, dois médicos trocam impressões sobre os doentes. Não há espaço para fazer isso noutro lugar.
Entro em diferentes salas para exames pontuais. Percebe-se que há uma preocupação em agilizar o trabalho. Nos minutos que fico de pé no corredor, socorro-me de uma maca, onde está deitado um doente, para me amparar um pouco. Outros pacientes fazem o mesmo. O médico que consulto acumula bastante experiência e, noto, um significativo cansaço. Olho à volta e sinto que não há muito mais a fazer para melhorar o atendimento naquele espaço tão exíguo. Mas os doentes continuam ali. Quase todos evidenciando grande aflição. É, de facto, premente fazer uma aposta inequívoca na saúde. Quem entra num hospital público, sente, por norma, que o serviço não serve as necessidades dos utentes. Poderia esta ser uma carência irrelevante, se não estivéssemos a falar da vida de cada um de nós.
Após uns largos minutos sentada num desconfortável banco, com o braço preso a uma garrafa de soro pendurada em equilíbrio precário num tripé de ferro, arranjam-me uma maca. Passo a olhar o corredor da urgência a partir de uma cama. Nunca tinha estado ali, assim. Vou olhando devagar o corrupio da Urgência. Com a minha cama encostada a um armário de arrumação de cobertores, eu lá me ia sentindo deslizar conforme as necessidades de roupa dos outros utentes e a disponibilidade dos auxiliares de acção médica para dar essa ajuda. Por uma vez, a cama movimenta-se com alguma impetuosidade para abrir espaço a uma outra maca que passa subitamente da ambulância do INEM estacionada na rua para a sala de reanimação situada à minha cabeceira. Sinto vários passos apressados em direcção a esse espaço. Não posso virar completamente a cabeça, mas percebo que se trata de um caso grave. A porta fechar-se-á com vigor segundos depois.
Impressiona acompanhar os movimentos daqueles corredores do alto de uma maca. Os médicos que caminham apressadamente de uma sala para a outra; os familiares dos doentes de olhos parados que sustentam com dificuldade as lágrimas; os doentes que se contorcem dolorosamente nas camas… No meio deste estranho ambiente, alcanço dois agentes da autoridade que vão chamando em voz baixa por um nome. Ninguém responde àquela chamada.
Viro a minha cara em direcção a uma sala donde saem pessoas que tiveram alta hospital. Agarrado a uma gasta bengala, um idoso arrasta-se com uma receita médica na mão. Parece estar sozinho. Sigo-o vagarosamente ao longo daquele corredor e perco-o de vista quando ele vira uma esquina em direcção à porta de saída. Passa da meia-noite. Será que aqueles previsíveis 80 anos correspondem a uma pessoa só naquela noite fria? Encostadas à minha maca, duas mulheres falam de uma familiar que ficará internada. À espera de uma intervenção cirúrgica. Uma delas chora. A outra já não. São vidas pesadas estas que se movimentam à minha frente.
É já muito tarde, quando ultrapasso a porta principal da Urgência do S. Marcos, com um quadro clínico estável. Tinha sido bem tratada, mas, naquela noite fria de Inverno, a temperatura gélida do exterior era, àquela hora, uma confortante almofada de bem-estar.

in.:http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=1182

domingo, 10 de janeiro de 2010

Notícias: Aconteceu... Concerto de tributos. Organização CVP Cadaval

Evento Cultural temático – “Concerto de Tributos” - Delegação do Cadaval da Cruz Vermelha Portuguesa

A Delegação do Cadaval da Cruz Vermelha Portuguesa organizou um evento cultural temático, que visou a angariação de fundos para aquisição de uma ambulância e implementação do projecto “Centro de Atendimento Social em Saúde”, no qual serão proporcionados serviços de saúde a preços mais acessíveis.



in.:www.webrlo.litoraloeste.net

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CVP em acção: Acidente EN 366, Aveiras. Intervenção CVP Aveiras de Cima.



Um jovem de 22 anos, residente nos Casais da Lapa, concelho do Cartaxo, morreu este sábado à noite na sequência de um despiste do veículo ligeiro onde seguia sozinho.

O acidente aconteceu pouco depois das 20h00 na Estrada Nacional 366, à entrada da freguesia de Aveiras de Baixo, concelho de Azambuja, segundo informações do comandante dos Bombeiros Voluntários de Azambuja, Pedro Cardoso.

O carro onde seguia o jovem acabou por embater num outro veículo que seguia em sentido contrário. O condutor e único ocupante da outra viatura, que sofreu fracturas expostas, foi transportado ao Hospital Distrital de Santarém.

O jovem, que acabou por morrer, ainda foi assistido na viatura dos bombeiros de Azambuja, mas acabou por falecer no local.

No local do acidente estiveram Bombeiros Voluntários de Azambuja, Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Aveiras de Cima, uma viatura médica de emergência e reanimação de Santarém e um helicóptero do INEM.

o mirante