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Todos os anos frequentam um curso de Socorrismo da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) mais de 11 mil pessoas. Helena Parente é uma delas: está a aprender o suporte básico de vida para, na próxima aflição, não se sentir inútil.
"Todos nós estamos sujeitos a quadros de sinistralidade, quer em casa, quer no trabalho, quer na rua. É extremamente importante que sempre que nos aconteça alguma coisa haja alguém por perto que nos consiga acudir", explica Ricardo Almeida, diretor da Escola de Socorrismo da CVP.
Cerca de 11 500 pessoas tiram um dos 1400 cursos ministrados anualmente na escola e nas delegações da CVP espalhadas pelo país. A esmagadora maioria são jovens até aos 35 anos.
"As novas gerações são mais sensíveis à prevenção e essa é a grande motivação: sentirem-se preparados e aptos para intervir quando necessário", acrescenta Ricardo Almeida.
Dez formandos completam o segundo dia do curso europeu de primeiros socorros. Durante a tarde aprendem o suporte básico de vida e a utilizar o desfibrilhador automático externo. Helena Parente, 25 anos, é técnica de análises clínicas e saúde pública.
"Tive uma situação em casa com a minha avó e na altura ainda não tinha tido qualquer formação. Além disso, a parte emocional bloqueou-me. O meu pai, não sabendo nada de socorrismo, fez-lhe massagem cardíaca e felizmente correu bem e deu tempo para os bombeiros chegarem", conta.
Situações de impotência e inutilidade como esta são o fator de motivação de muitas pessoas para procurarem este tipo de cursos: "É um público muito diversificado. Temos médicos e enfermeiros e pessoas que por experiências negativas na vida e por se sentirem incompetentes para atuar acabam por decidir fazer estes cursos", afirma Fernanda Faias, 42 anos, socorrista da Cruz Vermelha Portuguesa e formadora.
André tem 25 anos e é voluntário em várias associações de solidariedade social em Lisboa e Palmela. Trabalha com toxicodependentes, alcoólicos, em bairros sociais e em zonas de risco: "Achei que seria mais do que necessário ter estes conhecimentos para socorrer algum caso específico".
"Já me aconteceu uma situação na rua em que uma pessoa se sentiu mal. Uma das pessoas que estava comigo prestou os primeiros socorros. Eu apenas observei, mas senti vontade de ajudar e de ser útil", revelou.
Fernanda Faias considera "indispensável" que mais portugueses adquiram noções básicas de socorrismo, sobretudo até ao nível do ensino oficial: "São cuidados básicos que em poucas técnicas permitem salvar vidas".
Em resultado da crise económica, também a Escola de Socorrismo sentiu um decréscimo na procura dos cursos: ao nível das empresas registou-se uma quebra de 8,7 por cento em 2009, relativamente ao ano anterior, e de 1,7 por cento ao nível da população.
"Já era esperado. Não nos podemos abstrair da situação económica do país e todos sabemos que a área da formação é das primeiras a sofrer quando existe algum tipo de restrição financeira", justifica Ricardo Almeida.
Tendo em conta as necessidades da sociedade portuguesa, o responsável anunciou que em breve vai ser lançado um curso de socorrismo pediátrico, dirigido a associações de pais, jovens e equipamentos sociais que trabalham com crianças, e, no final do ano, um outro de socorrismo geriátrico.
"Em abril vamos lançar um de socorrismo infantil e juvenil. Vamos entrar nas escolas e trabalhar com crianças dos seis aos oito e dos nove aos 13 anos. Ser solidário é uma cultura que temos de incutir aos mais pequenos", rematou.
in.:www.destak.pt

A Cruz Vermelha Portuguesa faz hoje 145 anos, mas parece ter menos actividade do que o resto da organização internacional. Estarei mal informada?
A Cruz Vermelha tem sempre uma atitude low profile, não tem uma grande propensão para ser o foco da atenção a nível mediático. E por uma razão óbvia: temos de ter um estatuto de isenção e de independência. A nossa actividade é simplesmente humanitária e essa posição de total neutralidade não é consentânea com a mediatização daquilo que fazemos. Mas posso dizer que estamos presentes em todas as actividades nacionais de natureza social e através das 180 delegações no País, apoiando desde as crianças até aos idosos.
No entanto, essa actividade é divulgada quando há catástrofes internacionais, como aconteceu agora no Haiti.
Isso tem a ver com a própria mediatização desse tipo de catástrofes. A Cruz Vermelha Portuguesa tem estado a apoiar a população do Haiti e temos de nos preparar para os próximos três anos. Recolhemos 800 mil euros junto da população portuguesa.
Mais ou menos solidários que as populações de outros países?
A resposta que os portugueses deram na angariação de fundos para a campanha do Haiti foi muito solidária. Estamos equiparados à Holanda e à Itália, países com mais recursos e população.
Estamos mais solidários, apesar da crise...
Acho que sim.
E estamos mais pobres?
Ou, pelo menos, os orçamentos familiares estão mais reduzidos. Não diria que é uma situação dramática, mas ainda estamos na primeira fase. Acredito que a situação poderá tornar-se dramática no segundo semestre de 2010 se não houver melhorias. As pessoas têm alguns recursos no início do desemprego, mas agravar-se-á se a situação persistir.
E o facto de se estar a desviar dinheiro para o estrangeiro não afecta os apoios para Portugal?
A Cruz Vermelha é uma instituição mundial e se houver uma situação grave estamos em condições de apelar à comunidade internacional.
Com que dinheiro vivem?
Temos um subsídio estatal de 900 mil euros anuais, mas o orçamento advém sobretudo da prestação de serviços, dos donativos de empresas e de campanhas, além do trabalho voluntário, começando pelas direcções.
O que aprendeu nestes cinco anos que está à frente da Cruz Vermelha?
Em termos de gestão tinha a minha experiência de vários anos. Aprendi a olhar para o mundo numa perspectiva realista e a relativizar os meus problemas. Pensar que há milhões de pessoas no mundo em situações humanitárias muito dramáticas.

Em declarações à agência Lusa no dia em que a CVP celebra 145 anos, Ricardo Almeida afirmou ter conhecimento "efetivo" de empresas formadoras onde os cursos são ministrados com erros técnicos.
"A qualidade de alguns cursos que por aí andam é um pouco complicada. Entidades que ministrem este tipo de formação devem ter um conselho científico, com médicos e enfermeiros, que possa acompanhar e validar os passos todos de criação de um pacote formativo", afirmou.
Segundo o responsável, esse conselho científico é essencial tendo em vista a "credibilidade e a eficácia na transmissão de competências".
"Não havendo isso, e muitas vezes não há, nunca se sabe o que está a ser praticado, que tipo de competências estão a ser transmitidas. É um pouco uma surpresa. E é algo que nos preocupa bastante", acrescentou.
O diretor da Escola de Socorrismo da Cruz Vermelha Portuguesa defende, por isso, a necessidade de "regulamentar" este sector de formação.
"Não nos podemos esquecer de que a pessoa não tem conhecimentos de socorrismo e, portanto, tudo aquilo que lhe for transmitido é tomado como bom", sublinhou, sugerindo às pessoas que tenham "algum cuidado" quando decidem fazer um curso destes e recomendando que procurem "entidades credíveis e certificadas".
Ricardo Almeida acrescentou que num curso de socorrismo é necessário ensinar em duas vertentes: "A fazer bem e a não fazer aquilo que não se deve fazer".
"No caso de um sinistrado de mota, a remoção do capacete é o momento H para que o indivíduo viva, sobreviva ou morra. Basta só um gesto que não seja bem executado para fazer toda a diferença", exemplificou.
A única regulamentação que existe em Portugal é do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e diz respeito a apenas dois cursos: tripulantes de ambulância de transporte e tripulantes de ambulância de socorro.
Por seu turno, o INEM reconhece capacidade formativa apenas aos bombeiros e à Escola de Socorrismo da CVP: "Todos os outros cursos são um mar aberto", alertou.
"São bastantes as empresas de cursos de socorrismo. Não são ilegais, mas não desejo que alguém caia nas mãos delas", rematou.
in.:www.ionline.pt



Mulher de 56 anos não resistiu aos ferimentos resultantes de atropelamento.
Um homem com uma taxa de álcool de 2,23 gramas por litro de sangue, às 9.30 horas de domingo, atropelou mortalmente uma vizinha que ia comprar pão, em Maiorca, a caminho da Figueira da Foz. O condutor já tinha antecedentes por consumo excessivo de álcool.
"Ele sempre teve uma vida difícil. A senhora morreu, mas ele também não ficou bem de certeza", confessa ao JN uma vizinha do "Zé", como era conhecido na vila. A vizinha, que pediu anonimato e se recusou a dar mais pormenores, recorda que o rapaz, de 32 anos, já teve problemas relativos à condução sob o efeito de álcool, tendo estado recentemente impedido de conduzir depois de um acidente em que esteve envolvido. Tem ainda uma vida marcada por vários problemas familiares.
A última vez que o homem conduziu com uma taxa elevada de álcool no sangue acabou por ser fatal para Maria Fortunata Pereira Sá Pinto, uma doméstica de 56 anos. A senhora, natural de Santo Amaro da Boiça, concelho da Figueira da Foz, e residente em Maiorca, saiu de casa no domingo de manhã para comprar pão, no centro da vila, como fazia diariamente. Poucos metros à frente da sua casa, no quilómetro 8,6 da Estrada Nacional 111 (que liga Figueira da Foz a Coimbra), acabou por ser atingida pela viatura conduzida pelo seu vizinho. "Viviam a cerca de 100 metros de distância um do outro", conta ao JN outro vizinho de ambos. Maria Fortunata ainda foi assistida no local pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e pela Cruz Vermelha Portuguesa, Delegação Local de Maiorca e transportada para o Hospital Distrital da Figueira da Foz. No entanto, acabaria por não resistir aos ferimentos, tendo vindo a falecer naquela unidade hospitalar. O corpo foi ontem sujeito a autópsia. O funeral deverá realizar-se hoje.
(...)
in.:www.jn.sapo.pt






As formas de donativo para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti, são as seguintes:
1. Nas caixas multibanco ou por netbanking, optando por «pagamento de serviços» e marcando entidade 20999 e referência 999 999 999.
2. Efectuando um depósito ou transferência bancária para as contas «CVP - Fundo de
Emergência.»
Millennium BCP- Conta: 45307610691 NIB: 0033 0000 4530 7610691 05
CGD- Conta: 0027082402230 NIB:0035 0027 0008 2402230 53
BPI- Conta: 3631911 000 001 NIB:0010 0000 3631 9110001 74
Santander Totta- Conta: 000314691778020 NIB:0018 0003 1469 1778020 27
BES- Conta: 0001 4968 7394 NIB:0007 0000 00149687394 23
C.E.Montepio Geral- Conta: 087100053716 NIB: 0036 0087 99100053716 51
Barclays - Conta: 117201022464 NIB:0032 0117 00201022464 75
BANIF- Conta: 57/629520 NIB: 0038 0057 00629520771 72
BPN- Conta: 026511345-10-001 NIB: 0079 0000 26511345101 76
Com a proposição “Ajude o Haiti, agora!”, a Cruz Vermelha Portuguesa, no quadro do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, vem apelar à Comunidade portuguesa para apoiar as vítimas do terramoto no Haiti.
Segundo Luís Barbosa, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, “É muito importante que a ajuda humanitária chegue nos primeiros dias após este tipo de catástrofe. Quanto mais depressa a ajuda chegar, mais vidas se podem salvar.”
Os voluntários da Cruz Vermelha estão no terreno a assistir os feridos e a apoiar os hospitais que não têm capacidade para lidar com esta emergência.
As necessidades mais urgentes, até ao momento, são salvamento e resgate, hospitais de campanha, cuidados de saúde de emergência, purificação de água, abrigos de emergência, logística e comunicações.
A Cruz Vermelha do Haiti dispõe de stocks para assistir 3.000 famílias, incluindo stocks para 500 famílias em Port-au-Prince. Estes artigos de emergência consistem em utensílios de cozinha, kits de higiene pessoal, cobertores e contentores para armazenar água.
A Federação Internacional das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho mobilizou uma equipa especializada em resposta a desastres, saúde em emergência e logística que deverá chegar ao Haiti ainda hoje ao final do dia para apoiar a Cruz Vermelha do Haiti e coordenar a assistência dos organismos do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
in.:DESTAK
A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai enviar para o Haiti 25 mil euros do seu Fundo de Emergência para ajudar as vítimas do violento sismo de terça-feira e lançou uma campanha para a recolha de mais donativos.
"A Cruz Vermelha Portuguesa vai enviar imediatamente 25 mil euros do seu Fundo de Emergência como primeiro passo para suportar o enorme esforço de socorro que se está a organizar. No entanto, a colossal dimensão deste desastre demonstra que muito mais vai ser necessário", afirma a instituição, em comunicado.
Por isso mesmo, a CVP apela à comunidade portuguesa para que apoie as vítimas do sismo sob o lema "Ajude o Haiti, agora!".
"É muito importante que a ajuda humanitária chegue nos primeiros dias após este tipo de catástrofe. Quanto mais depressa a ajuda chegar, mais vidas se podem salvar", afirma Luís Barbosa, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.
Um sismo de magnitude 7,0 na escala de Richter abalou terça-feira - às 16:53 locais, 21:53 de Lisboa - a ilha de Santo Domingo, ou Hispaniola, partilhada pelo Haiti e pela República Dominicana, fazendo ruir vários edifícios públicos, incluindo o Palácio Nacional, que acolhe a presidência do Haiti.
O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse hoje à cadeia de televisão norte-americana CNN temer que o forte sismo que atingiu terçca-feira o seu país possa ter provocado "bastante mais de 100 000 mortos".
Os donativos para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa - apelo vítimas do Haiti - podem ser realizados nas caixas multibanco ou através de 'netbanking', na opção 'pagamento de serviços', marcando 20999 na entidade e 999 999 999 na referência.
Poderá ainda ser feito um depósito ou transferência bancária para as contas CVP - Fundo de Emergência, disponíveis em nove instituições bancárias ou através de um cheque ou vale postal pagável à CVP - Fundo de Emergência, Departamento Financeiro da Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa (Jardim 09 de Abril, n.º1 a 5, 1249-083, Lisboa).
in:destak

Genebra, 13 Jan (Lusa) - O sismo ocorrido terça-feira no Haiti afectou cerca de três milhões de pessoas, segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha, desconhecendo-se o número de vítimas mortais.
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Lusa/Fim
GENEBRA — O terremoto que afetou o Haiti na terça-feira requer uma operação de ajuda internacional em massa, afirmou à AFP um porta-voz da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV), que prepara uma intervenção coordenada com o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).
A FICV realizou nesta quarta-feira uma reunião de crise em sua sede de Genebra, afirmou o porta-voz, Jean-Luc Martinage.
"Reservas de urgência estão armazenadas no Haiti e permitem ajudar 3.000 famílias durante três a quatro dias, mas teremos que levar rapidamente o material de socorro de nosso centro regional de reação para as catástrofes, o PADRO, com sede no Panamá", afirmou.
Seis funcionários da FICV, entre eles o delegado regional, uma especialista em logística e dois responsáveis por saúde e socorro de primeira necessidade, devem chegar ao Haiti, procedentes do Panamá, durante a manhã se o aeroporto de Porto Príncipe estiver aberto.
O CICV se coordena com a FICV no Movimento da Cruz Vermelha.
Os nove representantes no país do CICV estão sãos e salvos, mas a organização ainda não conseguiu fazer um balanço sobre a situação dos funcionários.
AFP
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